Resumo

Updated 02/07/20

As pesquisas do IRD (ex ORSTOM) no Brasil começaram em 1958 com a missão de fitopatologia no Instituto Agronômico de Belém.

A assinatura do primeiro acordo geral de cooperação técnica e científica entre a França e o Brasil em 16 de janeiro de 1967, permitiu o incremento dos convênios de pesquisa com instituições brasileiras como a "Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste" (SUDENE), a Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 1971, e a Universidade de São Paulo em 1972. Por fim, emcomplemento ao acordo geral de 1967, o acordo de cooperação entre a ORSTOM e o CNPq, assinado em 2 de janeiro de 1981, finalmente formalizou a cooperação científica franco-brasileira.

 

regiões Brasil

 

Brésil Nord

© Marie-Paule Bonnet

Projetos de pesquisa na região Norte

  • Interação Tempo – Água – Rocha e a formação da bacia hidrográfica do rio Negro, Amazonas - Brasil- Rio Negro TAR

    2018 - 2024

    Département Dynamiques internes et de surface des continents - DISCO, UMR GET

    Contato coordenador

    Naziano Pantoja Filizola Jr, UFAM

    Contexto

    O projeto visa consolidar o PPG-GEO (Ufam), com o apoio dos PPGs: Cliamb(INPA/UEA) e GEO-Geoq.(UFF) direcionando ações de pesquisa na busca de respostas sobre: Como, ao longo do tempo geológico, água e rocha vêm interagindo no processo de formação e funcionamento da bacia hidrográfica do Rio Negro?

    Objetivo

    Formação de Mestrado

    Parceiros

    • INPA,
    • UFAM,
    • UFF,
    • IRD (HYBAM)

    Temáticas

    climatologia (passado, presente e futuro), paleontologia, sedimentologia, hidrologia, hidrogeologia, geoquímica, geocronologia, sensoriamento remoto, modelagem matemática

    Fianciamentos

    CAPES_Projeto Basico Procad

    Publicações

    • IANNIRUBERTO, MARCO ; TREVETHAN, MARK ; PINHEIRO, ARTHUR ; ANDRADE, JOAO FERNANDO ; DANTAS, ELTON ; Filizola, Naziano ; SANTOS, ANDRÉ ; GUALTIERI, CARLO . A field study of the confluence between Negro and Solimões Rivers. Part 2: Bed morphology and stratigraphy. COMPTES RENDUS GEOSCIENCE, v. 350, p. 43-54, 2018.
    • GUALTIERI, CARLO ; Filizola, Naziano ; DE OLIVEIRA, MARCO ; SANTOS, ANDRÈ MARTINELLI ; IANNIRUBERTO, MARCO . A field study of the confluence between Negro and Solimões Rivers. Part 1: Hydrodynamics and sediment transport. COMPTES RENDUS GEOSCIENCE, v. 350, p. 31-42, 2018.
    Mission Rio Negro
    mission Rio Negro

     

  • Balancing biodiversity conservation with development in Amazon wetlands – BONDS

    março 2019 - fevereiro 2022

    Département sociétés et mondialisation- SOC, UMR ESPACE-DEV

    Contato coordenadora

    Marie-Paule Bonnet

     

    Contexto

    Atraídas por solos férteis e águas ricas em peixes, as várzeas dos rios amazônicos "de águas brancas" têm sido lugares privilegiados para o estabelecimento de sociedades humanas. Nas últimas décadas, o crescimento populacional e económico sem precedentes influenciou a utilização dos recursos e comprometeu a manutenção das comunidades humanas e a biodiversidade destes ecossistemas notáveis.  Barragens, desenvolvimento de rios e a extensão da fronteira agrícola no contexto das mudanças climáticas estão ameaçando cada vez mais a integridade dos habitats nas planícies aluviais da Amazônia. No entanto, até à data, os cenários de biodiversidade para as zonas húmidas da Amazónia não tiveram em conta estes factores.

     

    Objetivo

    O objetivo geral é trabalhar com atores locais para encontrar soluções para preservar a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos nas várzeas amazônicas sob vários cenários de gestão de recursos, clima e rios, e para apoiar a tomada de decisões nos níveis local e regional. Para explorar cenários potenciais de biodiversidade e serviços na planície de inundação da Amazônia em um ambiente socioeconômico em rápida mudança, propomos:

    1. Melhorar a cartografia dos habitats das planícies aluviais, explorando a sinergia entre vários produtos de satélite para melhor compreender a variabilidade espacial e temporal destes ambientes. Esta etapa é essencial para a interpretação e extrapolação de conjuntos de dados in situ sobre a biodiversidade florestal e piscícola das planícies aluviais e para avaliar os impactos potenciais de factores regionais como o clima, a intensificação da utilização dos solos e as barragens nos habitats das zonas húmidas.
    2. Compreender melhor como as interações entre cobertura vegetal, período hidrológico, conectividade hidrológica, qualidade da água, gestão da pesca afetam as florestas de várzea, peixes e fitoplâncton, biodiversidade e serviços ecossistêmicos (por exemplo, armazenamento de carbono, segurança alimentar) para poder avaliar os impactos potenciais das mudanças no regime hidrológico resultantes das projeções climáticas e do desenvolvimento de barragens hidrelétricas na bacia até 2050 sobre a biodiversidade.
    3. Melhorar os conhecimentos sobre as interacções entre as populações locais e o seu ambiente e sobre o modo como podem adaptar-se às alterações dos factores regionais, incluindo fatores sociodemográficos e socioeconómicos
    4. Investigar com as partes interessadas sobre métodos de gestão dos recursos, em especial dos recursos haliêuticos, a fim de promover a preservação do ambiente e da biodiversidade no contexto das alterações climáticas e socioeconómicas.  Vários cenários de evolução serão construídos com atores locais baseados na modelagem multiagentes
    5. Compreender como as políticas públicas e a governação contribuíram e poderiam contribuir melhor para a protecção dos habitats das zonas húmidas e para a conservação da biodiversidade aquática através da comparação de diferentes cenários.

     

    Parceiros

    • França: Institut de Recherche pour le Développement, Centre de Cooperation Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement, Institut National de Recherche en Sciences et Technologies pour l'Environnement et l'Agriculture
    • Noruega: Norwegian Univ. Life Sciences
    • Alemanha:  Friedrich-Schiller-University Jena
    • Suíça: Université de Lausanne
    • Inglaterra:  University of East Anglia
    • EUA: University of California Santa Barbara, Virginia Polytechnic Institute and State University
    • Brasil: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Universidade de Brasília
    • Colômbia: Universidad Nacional de Colombia

     

    Temáticas

     

    • Cartographie des habitats de plaines inondables par télédétection
    • Biodiversité
    • Gestion des ressources piscicoles
    • Modélisation hydrologique
    • Modélisation de la distribution d’espèces
    • Scénarios et modélisation participative.

     

    Países

    Brasil, Colômbia, França, Noruega, Alemanha, Suíça, Inglaterra, Estados Unidos

     

    Financiamentos

    Essa pesquisa é financiada pelo Fórum de Belmont 2017-2018 e a chamada à propostas conjuntas BiodivERsA, no âmbito do programa BiodivScen ERA-Net COFUND, e com as seguintes instituições de financiamentos:

    • Agence nationale française de la recherche (ANR),
    • Fundação de pesquisa de São Paulo (FAPESP),
    • National Science Foundation (NSF),
    • Research Council of Norway Ministère Fédéral Allemand de l'Éducation et de la Recherche (BMBF).

    Para maiores informações, clique aqui

  • European Open Science Cloud - Expanding Capacities by building Capabilities - EOSC-SYNERGY

    logo_EOSC-SYNERGY

    fevereiro 2020 - janeiro 2022 

    Département Océans, climat et ressources, OCÉANS, UMR LEGOS

    Contato coordenador: 

    Fabien Durand

    Contexto 

    O programa European Open Science Cloud (EOSC) da Comissão Europeia visa desenvolver a infra-estrutura para fornecer aos usuários um portal informático único, em nuvem, integrando todos os serviços temáticos desenvolvidos em projetos de pesquisa e desenvolvimento europeus. O programa segue uma abordagem de "sistema de sistemas". Nosso projeto EOSC-SYNERGY visa desenvolver e integrar no EOSC diversos serviços temáticos, incluindo um serviço de monitoramento das inundações no Baixo Amazonas. Este serviço consiste em dois componentes: um sistema digital de previsão de cheias "sob demanda" (através do portal OpenCoastS, opencoasts.lnec.pt), e um sistema de monitoramento de cheias por imagens satélite (através do portal WorSiCa, plataforma Water mOnitoRing SentInel Cloud).

    A área de estudo, o Baixo Amazonas, é uma área de teste ideal para o projeto EOSC-SYNERGY, no sentido de ser uma região de grande interesse social. A variabilidade do nível da água no estuário é muito acentuada, em resposta à dupla influência das cheias dos rios e dos extremos do nível do mar que se elevam a partir da foz. Nos dois principais centros urbanos do estuário, Macapá e Belém, 30% da população está sujeita ao risco de submersão. A população do estuário, atualmente de 4 milhões, deve dobrar até 2040. Em um contexto de mudança climática onde o nível do oceano está subindo inexoravelmente, parece necessário desenvolver nossa capacidade de observar e modelar esse risco de submersão, para que possamos antecipar sua evolução nas próximas duas décadas e mais além.

    Objetivo

    O primeiro objetivo é desenvolver uma plataforma de modelagem hidrodinâmica para o estuário amazônico, cobrindo todo o contínuo rio-estuário-oceano-costal, com base no modelo numérico SCHISM. Esta plataforma resolve um amplo espectro de tempo, desde a alternância intra-diurna das marés oceânicas até inundações sazonais e ciclos de água baixos e seus extremos climáticos.

    O segundo objetivo é desenvolver abordagens inovadoras para monitorar a linha de banco e a extensão da inundação durante eventos extremos, com base na atual constelação de imagens espaciais da Agência Espacial Européia (satélites da família Sentinel).

    Parceiros

    • Serviço geológico do Brasil (CPRM)
    • Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
    • Laboratório nacional de engenharia civil (LNEC)

    Temáticas

    • Hidrodinâmica estuarina
    • Hidrologia espacial

    Países

    Brasil

    Financiamento

    Europe (H2020)

    estuaire Amazone

     

  • Gestão integrada do babaçu - Estudos de espécies nativas úteis pela ecologia, modelagem e espacialização: o caso da gestão integrada do babaçu (Attalea speciosa Mart.ex Spreng.) no Brasil

    janeiro 2013 - dezembro 2020 

    Département Sociétés et Mondialisation - SOC, UMR ESPACE-DEV

    Contato Coordenadoras

    Danielle Mitja 

    Izildinha de Souza Miranda, UFRA

    Contexto

    O Babaçu (Attalea speciosa Mart.ex Spreng.) é uma palmeira útil cuja produção é listada anualmente no Brasil pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Neste país, é reportado em 13 Estados e cobre uma área de 200.000 km². Em nossa área de estudo, PA-Benfica, município de Itupiranga, estado do Pará, ele existe naturalmente na floresta e é mantido nas pastagens e pousios que as sucedem. É utilizado pelas populações rurais mais pobres, e existe mais de 60 formas de uso, sendo a principal delas a produção de óleo a partir de sementes. No entanto, sua natureza invasiva está levando alguns agricultores mais ricos a eliminá-la.

    Diante deste problema social, e desde 2013, nossa equipe de pesquisa vem trabalhando para produzir o conhecimento necessário para a elaboração de planos de manejo desta espécie útil. Nossa pesquisa está organizada em 3 áreas principais: (1) detecção automática da palmeira por sensoriamento remoto THRS, (2) dinâmica populacional da palmeira, (3) estudos sociais relacionados ao uso da palmeira

    Objetivos

    • Alcançar ume gestão sustentável da palmeira babaçu
    • Detectar as palmeiras babaçu em meio aberto e meio fechado por sensoriamento remoto
    • Simular a dinâmica de população do babaçu a partir de um modelo específic à essa espécie
    • Caracterizar o impacto antrópico sobre o recurso

     

    Parceiros

    • Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA  
    • Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará UNIFESSPA
    • CIRAD UMR AMAP
    • Institut national de la recherche agronomique - INRA
    • Université de Montpellier
    • Centre National de la Recherche Scientifique - CNRS/Université Paul Sabatier/UMR CESBIO

     

    Publicações

    • MITJA D., DELAITRE E., SANTOS A. M., MIRANDA I. S., COELHO R.F.R., MACEDO D. J., DEMAGISTRI L., PETIT M., 2018. Satellite images combined with field data reveal negative changes in the distribution of babaçu palm after clearing off Amazonian forest. Environmental Management, 61: 321-336.  http://hal.ird.fr/ird-01715182
    • SANTOS, A.M., MITJA, D., DELAITRE, E., DEMAGISTRI, L., MIRANDA, S.I., LIBOUREL, T. & PETIT, M., 2017. Estimating babassu palm density using automatic palm tree detection with very high spatial resolution satellite images. Journal of Environmental Management. 193, 40-51.  http://hal.ird.fr/ird-01715147
    • MITJA D., MIRANDA I. Intensification écologique adaptée à la petite agriculture familiale : le cas du palmier babaçu. In : Agricultures familiales. Les Dossiers d'Agropolis International, 2014, (19), p. 45. ISSN 1628-4240  http://www.agropolis.fr/pdf/publications/dossier-agricultures-familiales-janvier-2014.pdf
    • SANTOS A. M. dos, MITJA D., 2011.- Pastagens arborizadas no projeto de assentamento Benfica, Município de Itupiranga, Pará, Brasil. Revista Árvore, v. 35,n.4, p.919-930.  http://hal.ird.fr/ird-01715625
    • MITJA D & FERRAZ I, 2001.- Establishment of babassu in pastures in Pará, Brazil. Palms, 45 (3), 138-147.  http://hal.ird.fr/ird-01715207

     

    Financiamentos

    • Projeto ODYSSEA - H2020-RISE (2016-2019), Titre : Observatory of the dynamics of interactions between societies and environment in the Amazon. (projet ODYSSEA grant agreement N° 691053).
    • Projeto CNES – TOSCA (2018-2020), Titre : Discrimination automatique par Intelligence artificielle des palmiers et observations satellitaires en THR.
    • Projeto IRD / DCPI-MCST (2018), Titre Diffusion de l’information scientifique sur le palmier babaçu : jeux sérieux et apprentissage par la recherche dans une école rurale amazonienne (état du Pará, Brésil).
  • Observatório das dinâmicas socioambientais: Sustentabilidade e adaptação às mudanças climáticas, ambientais e demográficas (ODISSEIA)

    janeiro 2018 - dezembro 2022 

    Département sociétés et mondialisation - SOC, UMR ESPACE DEV

    Contato coordenadores

    Marie-Paule Bonnet

    Marcel Bursztyn, UnB

    Carlos Hiroo Saito, UnB-CDS

    Contexto

    O Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia visa mobilizar e agregar, de forma articulada, os melhores grupos de pesquisa em áreas de fronteira da ciência e em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do país; impulsionar a pesquisa científica básica e fundamental competitiva internacionalmente; estimular o desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica de ponta associada a aplicações para promover a inovação e o espírito empreendedor, em estreita articulação com empresas inovadoras, nas áreas do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec).

    Neste contexto, o INCT, Observatório das dinâmicas socioambientais: Sustentabilidade e adaptação às mudanças climáticas, ambientais e demográficas, foi aprovado em 2017 e iniciado em 2018.

    Ele tem uma duração de 5 anos (2018-2022) e tem como area de estudo os 3 principais biomas brasileiros: os biomas Amazônia, Cerrado e Caatinga.

    Objetivo

    Analisar as relações homem-meio ambiente diante das Mudanças Climáticas, ambientais e demográficas, elaborando novas metodologias de observação e de prospectivas socioambientais.

    A partir da elaboração e do monitoramento de indicadores especializados, que facilitarão a integração dos diferentes níveis de interação das dinâmicas sociais - inclusive as políticas públicas e a organização institucional - e as dinâmicas ecológicas, serão gerados cenários prospectivos de evolução da vulnerabilidade, aos quais serão associadas recomendações para definir estratégias de adaptação, tal como ferramentas de ação pública e de resiliência dos territórios vulneráveis.

    Esse objetivo geral permitirá a organização da abordagem interdisciplinar do estudo da vulnerabilidade dos territórios, com uma finalidade comum de busca de soluções de adaptação. Permitirá também a construção participativa dos atores locais/territoriais na formulação dos cenários.

    O observatório visa monitorar locais-pilotos que funcionarão como “sentinelas” de vulnerabilidade dos biomas estudados.

    O INCT se organiza em 5 lotes de trabalho:

    • LT1 Observação, modelagem dos ecossistemas e paisagens.
    • LT2 Percepções, vulnerabilidade e adaptação dos atores locais em contexto de mudanças ambientais, econômicas e sócio-demográficas
    • LT3 Análise institucional: evolução das estruturas de governança local e suas relações com as políticas públicas
    • LT4 Modelagem de acompanhamento socioambiental e cenários prospectivos de vulnerabilidade
    • LT5 Transferência e restituições para à sociedade civil, tomadores de decisão e ao conjunto dos atores envolvidos

    Parceiros

    Coordenação pela Universidade de Brasília, Centro de Desenvolvimento Sustentável Prof. Marcel Bursztyn (UnB-CDS) e pelo IRD com a Marie-Paule Bonnet (IRD-UMR Espace-Dev)

    Coordenação executiva: Prof. Carlos Hiroo Saito (UnB-CDS)

    Um grande envolvimento da cooperação com a França (IRD et CIRAD): LMI OCE, DPs CIRAD PP-AL e Amazonia, articulaçã com o projeto Rede Clima e o projeto H2020 ODYSSEA.

    Financiamentos

    Recursos aprovados: R$ 6.816.000,00

    Distribuição do orçamento: CNPq (22%), CAPES (28%) e FAPDF (50% ~ 100% dos valores de capital e custeio)

  • As bivalves de água doce: registradores naturais das variações geoquímicas nas águas da Amazônia em escala sub-anual

    janeiro 2017 - dezembro 2019 

    Département Ecologie, biodiversité et fonctionnement des écosystèmescontinentaux - ECOBIO, UMR BOREA

    Contato coordenadores

    Claire Lazareth

    Carlos Freitas, UFAM

    Roberto Ventura, UnB

    Contexto

    A bacia amazônica é extremamente valiosa tanto para as populações humanas que dela dependem para alimentação e transporte quanto para sua incrível biodiversidade. Entretanto, essas riquezas em termos de biodiversidade e recursos estão sob ameaça, particularmente em decorrência das atuais mudanças climáticas. Para melhor preservar este hidrossistema, é essencial entender melhor seu funcionamento ao longo do tempo, e isto na escala das estações que governam as variações de altura da água entre as estações úmidas e secas (por exemplo, um aumento de mais de 10 m em alguns lagos). Esta bacia tem sido monitorada por mais de 10 anos pelo Observatório HYBAM, que fornece os principais conhecimentos hidrogeoquímicos sobre esta bacia. Um primeiro zoneamento foi estabelecido com base nas assinaturas isotópicas do estrôncio das águas, 87/86Sr, um zoneamento particularmente útil na ictiologia para o monitoramento de peixes migratórios. Entretanto, esses dados permanecem fragmentados em tempo e espaço devido ao tamanho e complexidade da bacia.

    Objetivos

    Para completar, tanto espacialmente como temporalmente, as medições feitas nas águas pelo Observatório SO-HYBAM, começamos a trabalhar no estabelecimento de um novo rastreador, a composição química das conchas de mexilhões de água doce, no âmbito de dois projetos (PEPS-CNRS 2016 e EC2CO-INSU 2017-19). O principal objetivo deste estudo é, portanto, validar conchas bivalves como fornecedoras de alta resolução temporal (infra-sazonal), ao longo de vários anos, registrando variações hidrogeoquímicas em toda a bacia amazônica. Em particular, desejamos validar dentro dos mexilhões de água doce, amplamente presentes nesta bacia (por exemplo, Anodontites sp.), a utilização da razão isotópica estável de oxigênio (d18O) como marcador da sazonalidade hidrogeoquímica (alternando águas baixas/elevadas) e da razão isotópica estável de estrôncio (87/86Sr) como um reflexo preciso da 87/86Sr da água e potencialmente suas variações sazonais.

    Parceiros

    • UFAM
    • UnB
    • MNHN / Archéozoologie, Archéobotanique : sociétés, pratiques et environnements - AASPE
    • CNRS / Institut des sciences analytiques et de physico-chimie pour l’environnement et les matériaux - IPREM

    Temáticas

    Geoquímica, hidroquímica, geociências ambientais

    Financiamentos

    • France (INSU, CNRS, fonds propres IRD),
    • Brésil (UFAM, UnB)
  • Digitalização de arquivos do judiciário para o apoio à regularização fundiária das populações do Baixo Amazonas (Pará, Brasil)

    novembro 2018 - dezembro 2020 

    Département sociétés et mondialisation - SOC, UMR URMIS

    Contato coordenadora

    Émilie Stoll

    Contexto

    A região amazônica é composta por diversos grupos sociais (indígenas, quilombolas e populações tradicionais) às quais o Estado reconhece direitos diferenciados: território, saúde e educação. Em vários casos, os processos de demarcação de terras indígenas, de territórios quilombolas e de áreas protegidas para as populações tradicionais levam anos para serem realizados, e nem sempre são concluídos devido a indefinições fundiárias. Se observa assim numerosas superposições territoriais, como por exemplo, terra indígena sobreposta em área protegida ou em terreno privado.

    A difícil implementação dessas políticas públicas territoriais vem da falta de acesso pelas próprias instituições de regularização fundiária a uma informação centralizada. Na região do Baixo Amazonas, existem, portanto, muitos documentos fundiários que continuam pouco acessíveis, dispersos em diferentes instituições (Tribunal de Justiça, Cartórios, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Instituto de Terras do Pará, etc.). Essa rica documentação de origem jurídica e de grande valor histórico retrata a ocupação territorial e fundiária da região desde o século XIX.

    Objetivos

    Em 2017, a Universidade Federal do Oeste do Pará criou o Centro de Documentação Histórica do Baixo Amazonas (CDHBA) ligado ao Curso de História do Instituto de Ciências da Educação. Seu papel é preservar a memória dos povos da região do Baixo Amazonas pela valorização dos arquivos locais.

    A digitalização e a catalogação dos arquivos judiciários de Santarém (Pará) contribuem para atender a grandes desafios da sociedade brasileira (tais como acesso à terra, luta contra a pobreza, redução das desigualdades sociais) e a um objetivo específico de desenvolvimento sustentável, já identificado pelas Nações Unidas: paz, justiça e instituições eficazes (ODD n°16)

    Parceiros

    • Centro de Documentação Histórica do Baixo Amazonas (CDBA) – Santarém, Pará, sob a tutela da Universidade Federal do Oeste do Pará, ao Instituto de Ciências da Educação e ao Curso de História
    • Unidade de Pesquisa Migrações e Sociedade (URMIS) – Paris, França, sob a tutela do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), da Universidade Paris VII Diderot e da Universidade Nice-Sophia-Antipolis.

    Financiamentos

    • Pro-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Oeste do Pará (Brasil): financiamento de 2 bolsas, disponibilização de um prédio
    • Embaixada do Grão-Ducado de Luxemburgo no Brasil (Luxemburgo): chamada para projetos voltados à defesa dos direitos humanos
    • Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD)
    • Unidade Mista de Pesquisa 208 PALOC Patrimônios locais e Governança – Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento / Museu Nacional de História Natural de Paris (França):

    Temáticas

    • Digitalização de arquivos
    • Criação de áreas protegidas
    • Patrimônio histórico da Amazônia

     

  • PALEO AMAZONE: Processos Tectônicos e ambientais registrados nos sedimentos da Bacia amazônica: O papel da evolução andina

    2018 - 2021

    Département Dynamiques internes et de surface des continents - DISCO, UMR GET

    Contato coordenador

    Martin Roddaz

    Roberto Ventura Santos, UnB

    Contexto

    A bacia amazônica é a maior bacia hidrográfica do planeta. A Amazônia traz quase 20% da água doce (Callède et al. 2004), ~10% dos fluxos de matéria dissolvida (Gaillardet et al. 2007) e ~10% dos fluxos de matéria sólida para os oceanos (Filizola e Guyot, 2004) através do Delta do Amazonas e seu cone submarino. O delta-cone da Amazônia é um dos maiores e mais estudados sistemas de delta-cone submarino do mundo, tornando-o um moderno análogo de escolha para a exploração de petróleo em águas profundas, cujo desenvolvimento seria controlado por ciclos glaciais/interglaciais. A configuração atual da bacia hidrográfica amazônica é fortemente controlada pela geodinâmica andina em sentido amplo, com uma parte andina da bacia amazônica (Cordilheira Oriental e sub-andina) sofrendo forte erosão e a presença de zonas de sedimentação ao pé dos Andes (bacias de Marañón e Beni-Mamoré) controlada pela carga topográfica exercida pelo peso dos Andes na placa litosférica sul-americana. Dentro da bacia amazônica, processos de subducção induzem a criação de zonas de erosão (Megafan de Pastaza e Arco de Fitzcarrald) e sedimentação (Bacia Amazônica Oriental). Na parte oriental do Brasil, a topografia e rede de drenagem são controladas por flexão induzida pela carga sedimentar do cone amazônico (Arco Gurupa, Watts 2001) e por alta topografia (Arcos de Tapajós e Purus) ligada a reativações tectônicas de idades desconhecidas (Costa et al. 2001). A bacia amazônica do leste brasileiro é delimitada ao norte pelo Planalto da Guiana, ao sul pelo Planalto do Cerrado e ao sul-sudeste pelo Planalto da Borborema. A aquisição da altitude desses planaltos permanece em grande parte desconhecida ao longo do tempo: para o NE do Brasil, ela é mencionada como pós-Cenomaníaca (Peulvast e Bétard 2015).

     A biodiversidade amazônica atingiu seu auge no Neogene (Hoorn et al. 2010; Antoine et al. 2017). Acredita-se que essa extrema biodiversidade tenha sido moldada pela influência combinada do crescimento andino, das condições climáticas flutuantes e da presença de incursões marinhas que inundaram temporária e parcialmente a bacia amazônica, favorecendo a fragmentação de nichos ecológicos e a especiação durante o Neogene (Hoorn et al. 2010). Caracterizar a evolução paleogeográfica da bacia amazônica na escala de tempo geológico é, portanto, fundamental para entender os mecanismos na origem da extrema biodiversidade amazônica.

    Objetivo

    Este programa tem como objetivo restringir melhor as paleogeografias e paleo-ambientes da Amazônia durante o Mesocenozóico. A maioria dos estudos sobre a evolução paleogeográfica e paleo-biológica da Amazônia durante o Meso-Cenozóico se concentrou na sua parte ocidental. A parte oriental do Brasil é muito menos conhecida em termos de paleogeografia.

    Quando começou a erosão dos Andes e a formação da bacia amazônica e existe um diacronismo norte-sul no início da erosão e da formação da bacia amazônica?

    Quais são os principais períodos de sedimentação e erosão nos Andes e na bacia amazônica durante o Cenozóico e estão correlacionados?

    A resposta a essas questões requer uma abordagem regional da bacia (desde a erosão na fonte nos Andes peruanos até o aprisionamento nas bacias peruanas e brasileiras) e, portanto, uma colaboração efetiva entre os países, especialmente Peru e Brasil. Em particular, dadas as difíceis condições de afloramento, é necessário ter acesso aos dados do subsolo desses países.

    De forma mais geral, compreender a evolução dos ambientes paleogeográficos em escalas de tempo geológicas é fundamental para se poder propor mapas paleogeográficos confiáveis sobre essas escalas de tempo. Estes mapas são essenciais como pré-requisito para qualquer estudo de modelagem ou para entender a distribuição da paleobiodiversidade e sua dinâmica.

    Parceiros

    • Universidade de Brasilia - UnB
    • Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
    • Universidade Federal do Para (UFPa)
    • Universidade Federal do Acre (UFAC)
    • Instituto Geológico Minero y Metalúrgico -  INGEMMET
    • Petróleos del Perú S.A. - PERUPETRO

    Países

    Brésil, Pérou, Bolivie

    Regiões do Brasil

    Acre, Amazonas, Pará, Maranhao, Piaui

    Financiamentos

    • Brésil : CAPES-COFECUB (Projet PALEO-AMAZONE: EVOLUTION NEOGENE DE L’AMAZONE BRESILIENNE Te 924/18, 2018-2021), CnPQ (Processo: 428843/2016-6 PROCESSOS TECTÔNICOS E AMBIENTAIS REGISTRADOS NOS SEDIMENTOS DA BACIA AMAZÔNICA: O PAPEL DA EVOLUÇÃO ANDINA)
    • Pérou : INGEMMET et PERUPETRO (convention IRD INGEMMET et IRD PERUPETRO)
    • France : Institut Carnot ISI-FOR, IRD, CAPES-COFECUB (Te 924/18, 2018-2021)
    • Autres : Europe (Clim Amazon, http://www.clim-amazon.eu/)

    Publicações

    • Elsbeth E. van Soelen, Jung-Hyun Kim, Roberto Ventura Santos, Elton Luiz Dantas, Fernanda Vasconcelos de Almeida, Juliana Pinheiro, Martin Roddaz, Jaap S. Sinninghe Damsté ¬A 30 Ma history of the Amazon River inferred from terrigenous sediments and organic matter on the Ceará Rise. Earth and Planetary Science Letters Volume 474, 15 September 2017, Pages 40–48        https://doi-org.insu.bib.cnrs.fr/10.1016/j.epsl.2017.06.025 http://www.sciencedirect.com.insu.bib.cnrs.fr/science/article/pii/S0012821X17303357
    • Sonia Salamanca Villegas, Els E. van Soelen, Milan L. Teunissen-van Manen, Suzette G.A. Flantua,Roberto Ventura Santos, Martin Roddaz, Elton Luis Dantas,Emiel van Loon, Jaap S. Sinninghe Damsté, Jung-Hyun Kim, Carina Hoorn, Amazon forest dynamics under changing abiotic conditions in the early Miocene (Colombian Amazonia). Journal of Biogeography 43(12): 2424-2437 10.1111/jbi.12769.
    • Adriana Horbe, Ivaldo Trindade,Elton Dantas, Roberto SantosetMartin RoddazProvenance of quaternary and modern alluvial deposits of the Amazonian floodplain (Brazil) inferred from major and trace elements and Pb–Nd–Sr isotopes. Volume 411, 1 October 2014, Pages 144–154, doi: 10.1016/j.palaeo.2014.06.019, Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology
    • Mélanie Louterbach,Martin Roddaz,Pierre-Olivier Antoine, Laurent Marivaux, Sylvain Adnet, Julien Bailleul,Elton Dantas,Roberto Ventura Santos, Farid Chemale Junior,Patrice Baby, Caroline Sanchez and Ysabel Calderon, Provenance record of Late Maastrichtian-Late Paleocene Andean Mountain building in the Amazonian retroarc foreland basin (Madre de Dios basin, Peru). 2018 Terra Nova 10.1111/ter.12303
    • Christian Hurtado,Martin Roddaz,Roberto Ventura Santos,Patrice Baby, Pierre-Olivier Antoine,Elton Dantas. Late Cretaceous-early Paleocene drainage shift of Amazonian rivers driven by Equatorial Atlantic Ocean opening and Andean uplift as deduced from the provenance of northern Peruvian sedimentary rocks (Huallaga basin). Gondwana Research https://doi.org/10.1016/j.gr.2018.05.012
  • SurfacE water volume from high resoLution wetland Extent maps Combined with Altimeter Observations - SELEÇÃO

    janvier 2016 - décembre 2019 

    Département Océans, climat et ressources - OCÉANS, UMR LEGOS

    Contact coordinateur

    Fabrice Papa

    Javier, Tomasella, CEMADEN

    Contexto

    Este projeto foi selecionado e é financiado como parte da equipe científica da missão SWOT (Surface Water and Ocean Topography) do satélite de hidrologia, que será lançada em 2012 pelas agências espaciais francesa (CNES) e americana (NASA). Faz parte do programa "Early Adopters from South America" que permite a colaboração científica em torno do satélite SWOT entre cientistas franceses e sul-americanos.

    Objetivo

    Mapear em escala muito fina (100m) a dinâmica espaço-temporal da água superficial (e subterrânea) na bacia amazônica, a fim de estudar os processos hidrológicos na bacia hidrográfica e sua relação com a variabilidade climática e a pressão antropogênica.

    Parceiros

    • Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de desastres naturais - CEMADEN
    • Universidade Federal do Rio Grande do Sul – IPH/UFRGS
    • Universidade Estadual do Amazonas - UEA
    • LERMA-CNRS

    Publicações 

    • Frappart, F., F. Papa, A. Guentner, J. Tomasella, G. Ramillien, T. Emilio, J. Schietti, L. Seoane, and J. da Silva Carvalho (2018), The spatio-temporal variability of groundwater storage in the Amazon River Basin, Adv. Wat. Res., revised
    • Luo X., H. Y. Li, L. R. Leung, T. K. Tesfa, A. C.V. Getirana, F. Papa and L. L. Hess (2017), Modeling surface water dynamics in MOSART-Inundation-v1.0: Impacts of geomorphological parameters and river flow representation in the Amazon Basin, Geosci. Model. Dev, 10, 1233–1259, doi:10.5194/gmd-10-1233-2017

    Financiamentos 

    • CEMADEN
    • CNES-TOSCA, NASA/CNES SWOT SDT 2016-2019

     

Pêche Brésil

© IRD

Projetos de pesquisa na região Nordeste

  • EU H2020 EuroSea

    novembro 2019 - outubro 2023

    Département Océans, climat et ressources - OCÉANS, UMR LEGOS

    Contato coordenadores

    Fabrice Hernandez

    Leticia Cotrim, UERJ

     

    Contexto

    O componente "Crescimento Azul" do H2020 está investindo no Oceano Atlântico através do projeto EuroSea, na sequência dos projetos PREFACE e H2020 AtlanOS. Nos últimos 10 anos, estes últimos organizaram a comunidade científica atlântica em torno de questões de observações, descrições a curto prazo ou à escala climática da variabilidade e previsibilidade dos oceanos. As equipas do IRD têm estado envolvidas no Atlântico Tropical, em sinergia com os trabalhos realizados com o PIRATA, as zonas de afloramento e o Golfo da Guiné. O EuroSea é o segundo projeto a seguir ao AtlantOS: TriAtlas, onde o IRD é também parceiro, iniciado no início de 2019, em torno da evolução dos ecossistemas tropicais e do Atlântico Sul, num contexto de alterações climáticas.

    Objetivo

    O EuroSea visa melhorar a coordenação e a integração dos recursos de observação atlântica, a fim de os tornar sustentáveis e reforçá-los através do apoio ao desenvolvimento de novas técnicas instrumentais e de novas abordagens de integração. O projecto visa três objectivos para os recursos de observação atlântica: 1. inovar num contexto de desenvolvimento sustentável; 2. contribuir para os esforços e políticas empreendidos durante a década dos oceanos; 3. conduzir à liderança europeia neste domínio.

    O projecto está dividido em 10 Pacotes de Trabalho, três dos quais são para fins de demonstração. A IRD está a contribuir para o WP7 "Ocean Climate Indicators Demonstrator". Instalação de um instrumento para medição de CO2 no oceano, na bóia PIRATA a 8N38W (setor brasileiro do PIRATA, influência da amazônia na captura de carbono no oceano). Recolha de um ano de medições e integração com outras plataformas de medição de CO2 no Atlântico Tropical. Demonstração em torno de indicadores do teor de carbono oceânico.

    Parceiros

    • MOI (França),
    • IO-PAN (Polônia),
    • GEOMAR (Alemanha),
    • CMCC (Itália),
    • ECMWF, CNRS (França),
    • Ifremer (França),
    • IRD (França),
    • UERJ (Brasil),
    • UFPE (Brasil)

    Temáticas

    Observações oceânicas, CO2, integração de dados, monitoramento dos oceanos

    Países

    França, Polônia, Alemanha, Itália, Brasil

    Financiamentos

    Europe - Projet H2020 – Blue Growth 

    crédit photo : NOAA, Renelly Perez

     

  • Acoustic along the Brazilian coast – ABRAÇOS

    janeiro 2015 - dezembro 2022

    Département Océans, climat et ressources - OCÉANS, UMR MARBEC

    Contato coordenador

    Arnaud Bertrand 

    Unidades de pesquisa

    Contexto

    O Nordeste do Brasil é, de maneira geral, uma região de baixa produtividade e elevada biodiversidade. A área é caracterizada pela presença de diversos ecossistemas interligados, tais como manguezais, recifes de corais, praias arenosas, pradarias marinhas, costões rochosos e estuários. Esta interface entre a terra e o mar propicia uma variedade de processos hidrológicos, oceanográficos e antropogênicos, criando habitats com intensos gradientes térmicos e de salinidade, variáveis níveis de nutrientes e da concentração de poluentes. Este ambiente com alta complexidade tem uma forte influência nos ciclos de vida dos peixes, nos padrões de distribuição espaço-temporais e também nas assembleias da fauna costeira e marinha.

    Para estudar os efeitos das pressões sobre os ecossistemas costeiros do nordeste do Brasil que se caracterizam pela fragmentação de habitats relativamente frágeis, mas interligadas, propomos a utilização de um conjunto de ferramentas originais e complementares que irão (i) fornecer informações qualitativas e quantitativas sobre as espécies exploradas e inexploradas, (ii) melhorar a nossa compreensão da dinâmica espaço-temporais das processos físicos, biogeoquímicos e ecológicos ainda pouco compreendidos; e (iii) fornecer informações necessárias para calibrar/validar os modelos de simulação.

    Objetivo

    O principal objetivo do projeto ABRAÇOS é realizar uma caracterização 3D dos compartimentos abióticos e bióticos, desde a física até aos predadores de topo, e suas interações no Nordeste brasileiro. Este projeto baseia-se em duas campanhas de um mês no mar, realizadas a bordo do N/O Antéa da IRD em 2015 e 2017. Este projeto tem 3 objetivos específicos:

    1- Caracterização das massas de água e sua dinâmica.

    2- Acústica ecossistêmica.

    3- Biodiversidade, estrutura trófica e contaminantes.

    Além disso, as campanhas no mar estão associadas à localização por GPS de aves marinhas e embarcações de pesca no Arquipélago de Fernando de Noronha.

    Parceiros

    • Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
    • Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
    • Universidade Federal de Rio de Janeiro (UFRJ)

    Financiamentos

    • Brasil: UFPE, UFRPE
    • França: flotte océanographique Française, IRD

    Publicações

    • Alves-Júnior F., Bertrand A., Leitão Câmara de Araújo M., José de Carvalho R., Fidelis J. 2019 First Report of the Ectoparasitic Isopod, Holophryxus acanthephyrae Stephensen 1912 (Cymothoida: Dajidae) in the South Atlantic: Recovered from a New Host, the Deep-Sea Shrimp, Acanthephyra acanthitelsonis Spence Bate, 1888. Thalassas. DOI: 10.1007/s41208-018-0072-3
    • Eduardo L.N., Frédou T., Souza Lira A., Santos Silva L.V., Padovani Ferreira B., Bertrand A., Ménard F., Lucena Frédou F. 2019. Length–Weight relationship of thirteen demersal fishes from the tropical Brazilian continental shelf. Journal of Applied Ichthyology. DOI: 10.1111/jai.13831
    • Eduardo L.N., Mincarone M.M., Villarins B.T., Frédou T., Souza Lira A., Bertrand A., Lucena Frédou F. 2019. Length–weight relationships of eleven mesopelagic fishes from oceanic islands of the Southwestern Tropical Atlantic. Journal of Applied Ichthyology. DOI: 10.1111/jai.13840
    • Alves-Júnior F., Bertrand A., Melo, P.A.M.C, Correia É.P., Figuereido L.G.P., Neumann-Leitão S. 2018. First record of a rare deep-sea copepod, Gaussia intermedia Defaye, 1998 (Calanoida, Metridinidae), from the Atlantic Ocean. Crustaceana, 94: 501-508. DOI: https://doi.org/10.1163/15685403-00003776
    • Alves-Júnior F., Feio de Lemos R., Azevedo Cardoso I., Leitão Câmara de Araújo M., Bertrand A., Souza-Filho F. 2018. New records of deep-sea prawn of the genus Gennadas Spence Bate, 1881 (Crustacea: Decapoda: Benthesicymidae) from Southwestern Atlantic. 2018. Zootaxa, 4450: 376–384. DOI: 10.11646/zootaxa.4450.3.4
    • Eduardo L.N., Frédou T., Souza Lira A., Padovani Ferreira B., Bertrand A., Ménard F., Lucena Frédou F. 2018. Identifying key habitat and spatial patterns of fish biodiversity in the tropical Brazilian continental shelf. Continental Shelf Research, 166: 108-118. DOI: 10.1016/j.csr.2018.07.002
    • Eduardo L.N., Teixeira B., Lucena Frédou F., Frédou T., Souza Lira A., Bertrand A., Mincarone M., 2018. First record of the intermediate scabbardfish Aphanopus intermedius Parin 1983 (Scombriformes: Trichiuridae) in the western South Atlantic. 2018. Journal of Fish Biology, 5: 992-995. DOI: 10.1111/jfb.13796
    • Alves-Júnior F., Leitão Câmara De Araújo M., Bertrand A., Souza-Filho, J. 2016. First report of two deep-sea shrimps of the genus Acanthephyra A. Milne-Edwards, 1881 (Crustacea: Decapoda: Acanthephyridae) from southwestern Atlantic. Zootaxa, 4184: 193-200. DOI: 10.11646/zootaxa.4184.1.13
    • Alves-Júnior F., Pinho Correia E., Pereira Figueirêdo L. G., Galdino Da Cunha A., Bertrand A., Neumann-Leitão S. 2017. First report of deep-sea copepod Megacalanus princeps Wolfenden, 1904 (Calanoidea: Megacalanidae) from southwestern Atlantic. Nauplius, 25. DOI: 10.1590/2358-2936e2017007
  • Balanços de carbono e de gases de efeito estufa dos ecossistemas costeiros brasileiros de multi-impacto

    janeiro 2013 - dezembro 2020 

    Département Ecologie, biodiversité et fonctionnement des écosystèmescontinentaux - ECOBIO, UMR BOREA

    Contato coordenador

    Gwenael Abril

    Contexto

    Nos ecossistemas, os processos biogeoquímicos produzem e reciclam matéria orgânica, absorvem ou emitem gases de efeito estufa e assim impactam o clima. Por outro lado, os ecossistemas estão sujeitos a mudanças globais induzidas pelo aquecimento global. Os ecossistemas costeiros brasileiros são sensíveis às mudanças nos regimes hidrológicos das bacias hidrográficas, à elevação do nível do mar e às mudanças de insolação ou pluviosidade já observadas ou esperadas na região. Além desses impactos climáticos, existem fortes pressões demográficas, econômicas e industriais sobre as áreas de captação ou diretamente na costa: as descargas de efluentes domésticos, agrícolas e industriais contribuem com excesso de nutrientes e levam à eutrofização; a construção de barragens para energia elétrica, água urbana ou irrigação, ao contrário, retém sedimentos e nutrientes, reduz os fluxos fluviais por evaporação e leva à oligotrofização a jusante, acompanhada de salinização. Finalmente, baías e lagoas semi-encerradas, savanas e florestas, manguezais, estuários e deltas, são geralmente muito produtivas e contêm um alto nível de biodiversidade. Parâmetros cruciais para a vida aquática como salinidade, oxigenação ou acidez, estão constantemente variando em escalas de decadal nestes ecossistemas de interface. Alguns locais, se menos impactados, poderiam fornecer mais serviços ecossistêmicos às sociedades costeiras (pesca, turismo, aquicultura, etc.). Informações detalhadas sobre o funcionamento biogeoquímico destes ecossistemas são necessárias para uma análise quantitativa de crônicas passadas e modelagem de vários cenários de mudanças futuras.

    Objetivo

    Estudar o ciclo de carbono dos ecossistemas costeiros e suas trocas de dióxido de carbono e metano com a atmosfera, para entender e modelar seu funcionamento biogeoquímico no contexto das mudanças globais e do uso da terra e da água.

    Parceiros

    • Universidade Federal Fluminense, UFF
    • Universidade Federal de Alagoas, UFAL
    • Universidade Estadual do Norte Fluminense, UENF

    Financiamentos

    • CNPq – CSF (2013-2017)
    • Bolsas CNPq (2015-2018)
    • FAPERJ (2016-2020)

    Publicações

    • Cotovicz Jr., L. C.; Knoppers, B. A.; Brandini, N.; Costa Santos, S. ; Poirier, D.; Abril, G. 2016a Spatio-temporal variability of methane (CH4) concentrations and diffusive fluxes from a tropical coastal embayment surrounded by a large urban area (Guanabara Bay, Rio de Janeiro, Brazil).Limnology and Oceanography. v.61, p.S238-S252.
    • Cotovicz Jr., L. C.; Libardoni, B.; Brandini, N.; Knoppers, B. A.; Abril, G. 2016b. Comparações entre medições em tempo real da pCO2 com estimativas indiretas em dois estuários tropicais contrastantes: o estuário eutrofizado da Baía de Guanabara (RJ) e o estuário oligotrófico do Rio São Francisco (AL)Química Nova. doi 10.21577/0100-4042.20160145.
    • Cotovicz Jr., L. C.; Knoppers, B. A.; Brandini, N.; Costa Santos, S.; Abril, G. 2015. A strong CO2 sink enhanced by eutrophication in a tropical coastal embayment (Guanabara Bay, Rio de Janeiro, Brazil).Biogeosciences. v.12, p.6125 - 6146.

     

  • Conservação da biodiversidade em nivel de paisagem: mudanças climaticas e disturbios antropogênicos

    janeiro 2018 - dezembro 2020 

    Département Ecologie, biodiversité et fonctionnement des écosystèmescontinentaux - ECOBIO, UMR ISE-M

    Contato coordenadora

    Marie-Pierre Ledru

    Francisca Araújo, UFC

    Contexto

    O Bioma Caatinga é espacialmente variado, abrange desde áreas com nível elevado de aridez nas térreas de baixa altitude, sob solos rasos e pedregosos, a áreas úmidas situadas acima de 600 m na vertente a barlavento de serras e chapadas, compondo um bom cenário para estudos que visem entender os efeitos de gradientes de severidade ambiental sobre os padrões de biodiversidade e, consequentemente, subsidiar a elaboração de planos de manejo sustentável da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos. As Unidades Federais de Conservação Biológica no Bioma Caatinga, em geral, estão especializadas de forma a contemplar a maior parte dessa heterogeneidade ambiental.

    Diante dessa heterogeneidade espacial, visamos propor um modelo de manejo sustentável de zona de amortecimento de Unidades de Conservação do Bioma Caatinga, que contemple a heterogeneidade fisiográfica e de usos da terra no cenário atual e na perspectiva de mudanças climáticas, a partir do conhecimento dos efeitos da estrutura e da configuração da paisagem modelo (Unidades de Conservação) nos padrões de biodiversidade. Para contemplarmos o gradiente de severidade abiótico, selecionamos três Unidades de Conservação: 1) ambiente mais seco: Estação Ecológica de Aiuaba, 2) ambiente intermediário: Parque Nacional de Sete Cidades e 3) ambiente mais úmido: Parque Nacional de Ubajara.

    Objetivo

    Indicar como as mudanças climáticas poderão afetar a biodiversidade contida em Unidades de Conservação e os seus serviços ecosistêmicos, incluindo o papel do seu entorno.

    Parceiros

    • Universidade Federal do Ceará, UFC
    • Universidade Regional do Cariri, URCA
    • Universidade Estadual do Ceará, UECE
    • Universidade Estadual do Vale do Acarau, UVA
    • Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP
    • Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Ceará, IFCE
    • Associação Caatinga CE

    Financiamentos

    ICMBio CNPq/ICMBio/FAPs n°18/2017

    Publicações

    • Montade V, Jeferson I, Bremond L, Favier C, Costa I.R., Ledru M-P, Paradis L., Martins E.S.P.R., Burte J, Magalhães e Silva F.H., Verola C.F. (2016) Pollen-based characterization of montane forest types in north-eastern Brazil, Review of Palaeobotany and Palynology 234, 147-158.
    • Ledru M.-P., Jeske-Pieruschka V., Bremond L., Develle A.-L., Sabatier P., Arnaud F., Martins E., Rodrigues de Freitas M, Fontenele D, Favier C, Barroso R, Araujo F. (2020) When archives are missing, deciphering the effects of public policies and climate variability on the Brazilian semi-arid region using sediment core studies. Science of the Total Environment. doi.org/10.1016/j.scitotenv.2020.137989    

     

  • Utilização de espaço marinho em Fernando de Noronha - MAFALDA

    janeiro 2016 - dezembro 2020 

    Département Océans, climat et ressources - OCÉANS, UMR MARBEC

    Contato coordenadoras

    Sophie Bertrand

    Mariagrazio Pennino, UFRN

    Priscila Lopez, UFRN

    Contexto

    O desaparecimento da megafauna induzido pelas atividades humanas muitas vezes têm efeitos em cascata e, como consequência, a ciência e a gestão pesqueira precisam compreender melhor a interação entre as espécies e como a quebra dessas interações podem empurrar ecossistemas para pontos de mudanças irreversíveis. O tipo de interação depende do tipo de ecossistema, das espécies envolvidas, das artes de pesca em uso e dos regulamentos aplicados. Para entender qual a medida de mitigação mais adequada, há uma necessidade crucial de se refinar a escala de informações de forma espacialmente explícitas sobre as práticas de pesca e sobre o comportamento de aves marinhas. É justamente isto que esta proposta visará fornecer.
    FN é um arquipélago que desempenha um papel fundamental no processo de reprodução,dispersão e colonização por organismos marinhos em todo o Atlântico Tropical Sul. Por conter uma grande parte da área costeira do Atlântico Sul insular, é um repositório importante para a manutenção da biodiversidade de toda a bacia do Atlântico Sul. Entre outros notáveis características biológicas, o local acomoda a maior concentração de aves marinhas tropicais do oeste do Oceano Atlântico ( http://whc.unesco.org), utilizado para a reprodução por onze espécies de aves marinhas. Três instrumentos jurídicos protegem o arquipélago: uma APA, cobrindo os ecossistemas terrestres, principalmente, implementadas em 1986; o PARNA (Parque Nacional Marinho) criado em 1988, com uma área total de 1127 km2; e, desde 2001, a APA, o núcleo e a área de amortecimento do Parque Nacional foram listados como Patrimônio Mundial pela UNESCO.
    Apesar dessa relevância ecológica, poucos trabalhos têm sido realizados sobre a comunidade de aves marinhas presentes na colônia. Alguns avistamentos esporádicos e de toque foram relatados (Oren 1982,Antas 1990a, 1990b; Schulz-Neto 2004; Sazima et al. 2008). Mais recentemente, a coleta de amostras biológicas foram realizadas em diferentes espécies e forneceu informações cruciais sobre seus nichos tróficos usando análise de isótopos estáveis (Mancini 2013, Mancini et al. 2013). Um dos desafios restantes é documentar o comportamento espacial das espécies de aves marinhas, dentro e fora do período reprodutivo, utilizando rastreamento eletrônico, a fim de identificar o seu habitat de forrageamento. Outro desafio consiste em compreender como os
    motivos de forrageamento utilizados por aves marinhas são determinados pelas condições ambientais e se eles podem se sobrepor com os pesqueiros da pesca local. Esta informação é essencial para projetar ÁPA biologicamente eficazes e socialmente aceitáveis. A obtenção deste tipode informação é exatamente o objetivo da presente proposta.

    Objetivo

    Com base em seu tamanho, criação de fenologia e tamanho de colônia em FN, foram identificadas cinco espécies cujos comportamentos no mar poderiam ser monitorados por rastreamento eletrônico (Figura 1): Sula dactylatra, S. leucogaster, S. sula, Fregata magnificens e Phaeton lepturus. Este conjunto de espécies é particularmente interessante, pois reúne espécies conhecidas por dispersar em grandes áreas quando fora de períodos reprodutivos (P. lepturus, F. magnificens) e espécies suspeitas de permanecer durante todo o ano nas proximidades de suas áreas de nidificação (S. dactylatra, S. sula, S. leucogaster). A partir de uma revisão da literatura, foram identificadas diversas áreas em FN (Figura. 2) onde foram notificadas as espécies na reprodução.
    Nenhuma menção específica é feita para S. leucogaster porque foi visto se reproduzir em todos os lugares, exceto nas ilhas principais e na ilha Rasa. Locais específicos de reprodução serão identificados durante o trabalho de campo.
    Dois tipos de abordagens de marcação (tagging) serão desenvolvidos, um para documentar em alta resolução espacial e temporal as viagens curtas de forrageamento de aves reprodutores, e um para o monitoramento em longo período de tempo dos deslocamentos de aves no mar, fora da época de reprodução.
    Pela primeira abordagem, pretendemos utilizar uma combinação de gravadores de GPS e de gravadores de mergulho (TDR do inglês Gravadores de tempo e profundidade, Figura 3). Estes 2 equipamentos podem registrar a atividade de aves (posição por GPS e mergulho/não mergulho por TDR) em resolução de até 1s e alguns metros. Para a segunda abordagem, pretendemos usar gravadores ainda mais miniaturizados do tipo GPS (doravante denominado mini-GPS, Figura 4) que fornecem informações de posição menos frequentes, mas em períodos de tempo muito mais longos (até alguns anos).
    FN também tem uma pequena frota de pesca do atum. A priori, não há interações diretas entre esta frota e aves. No entanto, as aves se alimentam de presas que também são alimentos do atum (peixe voador e lulas), o que provavelmente faz com que haja sobreposição, mesmo que parcial, entre as áreas de forrageamento das aves e das áreas de pesca. Para quantificar isso e também para complementar o mapa de áreas rentáveis prováveis para as aves, pretendemos implantar gravadores de GPS a bordo dos barcos simultaneamente aos experimentos de marcação.

    Parceiros

    • IRD (UMR 248 MARBEC)
    • CNRS (CENTRE D'ETUDES BIOLOGIQUES DE CHIZE UMR 7372)
    • UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (Instituto de Ciências Biológicas)
    • UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO (DEPARTAMENTO DE PESCA)
    • UNIVERSIDAD FEDERAL DE ALAGOAS (Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde)
    • ONG OCEÂNICA – PESQUISA, EDUCAÇÃO E CONSERVAÇÃO

    Financiamentos

    • FONDATION BOTICARIO,
    • IRD (UMR Marbec)
    • Paddle (EU RISE)
    • LMI Tapioca (IRD)
    • Triatlas (BG-08-2018-2019 - All Atlantic Ocean Research Alliance Flagship)
  • Observatório Nacional de Dinâmica da Água e do Carbono no Bioma Caatinga (NOWCDCB)

    janeiro 2017 - dezembro 2022 

    Département Ecologie, biodiversité et fonctionnement des écosystèmescontinentaux - ECOBIO, UMR ECO&SOLS

    Contato coordenadores

    Claude Hammecker

    Antônio Antonino

    Contexto

    O INCT-NOWCDCB é uma rede multidisciplinar de pesquisadores do Brasil (UFPE, UFRPE, UFCG, UFPB, INSA, UFRN, EMBRAPA, UPE e UEPB) e de outros países (Texas A & M University e Duke University, USA University; Guelph University, Canadá; Universidade de Coimbra, Portugal; IRD e ENTPE, França) trabalhando no desenvolvimento da pesquisa experimental e modelagem da dinâmica da água e do carbono no bioma Caatinga no nordeste do Brasil. É um tema relativamente pouco estudado na Caatinga, mas agora vários grupos de pesquisa estabelecidos nas principais instituições da região vêm trabalhando nesse tema. O NOWCDCB procura, portanto, unir os esforços desses grupos para conduzir pesquisas de longo prazo em nível regional, organizar o conhecimento disponível, garantir a formação de recursos humanos de qualidade e apoiar a formulação de políticas públicas para apoiar a adaptação do uso da terra aos sistemas de variabilidade climática na região. Esta é uma iniciativa única que precisa de apoio e será muito importante para a região e para o Brasil. Um exemplo desta necessidade é a significativa lacuna de dados sobre a estimativa das reservas de carbono e das emissões de azoto e da captura de gases com efeito de estufa na Caatinga. As atuais estimativas brasileiras para este bioma são baseadas em dados ad hoc e fragmentados que não representam a diversidade de solos, vegetação e usos do solo.

    Objetivo

    Desenvolvimento de uma rede de torres e observatório de longo prazo para pesquisa experimental e modelagem da dinâmica da água e do carbono no Bioma Caatinga no Nordeste do Brasil
    Objetivos específicos:

    1. Avaliar a dinâmica da água e do carbono no sistema solo-caatinga-atmosfera, bem como os fluxos de água, energia e CO2 neste sistema nos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte;
    2. Compreender os diferentes fatores ambientais que regulam a fixação biológica de nitrogênio (FBN) nas principais culturas e vegetação nativa da Caatinga;
    3. Contribuir para a melhoria da imagem 3D de solos e raízes de plantas no bioma Caatinga por meio de raios-X e tomografia por microondas;
    4. Realizar simulações estocásticas e determinísticas da dinâmica da água do solo, energia e carbono no sistema solo-planta atmosfera-atmosfera em áreas de pastagem e caatinga;
    5. Contribuir para a formação de recursos humanos altamente qualificados que possam trabalhar no campo da eco-hidrologia, ciclo biogeoquímico de imagem de carbono e nitrogênio no solo, satisfazendo assim as necessidades do país e do nordeste;
    6. Transferir os conhecimentos adquiridos e os resultados da investigação para o sector público, contribuindo assim para as políticas públicas;
    7. Desenvolver estratégias de comunicação e educação ambiental com as populações das áreas do projeto, visando à gestão sustentável do bioma Caatinga;
    8. Reforçar as parcerias existentes com grupos de investigação internacionais altamente qualificados e estabelecer novas parcerias.

    Parceiros

    Brasil:

    • UFPE,
    • UFRPE,
    • UFCG,
    • UFPB,
    • INSA,
    • UFRN,
    • EMBRAPA,
    • UPE,
    • UEPB

    Outros países:

    • Texas A & M University and Duke university, USA University;
    • Guelph University, Canada;
    • University Coimbra, Portugal;
    • ENTPE, France

    Temáticas

    • Luta contra a degradação dos solos
    • Quantificação dos fluxos de CO2 e de água do solo para a atmosfera

    Financiamentos

    Brasil: O projeto INCT-ONDACBC foi aprovado após a chamada pública MCTI/CNPQ/CAPES/FAPS Nº 16/2014 PROGRAMA INCT e foi financiado pela FACEPE (processo: APQ-0498-3.07/17), a CAPES (processo Nº 88887.136369/2017-00) e o CNPq (processo Nº 465764/2014‐2).

    Publicações

    1.         DOS SANTOS, U.J.; DUDA, G. P.; MARQUES, M. C.; MEDEIROS, E.V.; LIMA, J.R.S; DE SOUZA, E. S.; BROSSARD, M.; HAMMECKER, C. (2019). Soil organic carbon fractions and humic substances are affected by land uses of Caatinga forest in Brazil. Arid Land Research and Management. https://doi.org/10.1080/15324982.2018.1555871

    2.         DE BARROS, J. A.; DE MEDEIROS, E. V.; DA COSTA, D. P.; DUDA, G. P.;  LIMA, J. R.S. ; DOS SANTOS, U. J.; ANTONINO, A.C.D. ; HAMMECKER, C. (2019). Human disturbance affects enzyme activity, microbial biomass and organic carbon in tropical dry sub-humid pasture and forest soils. Archives of Agronomy and Soil Science. https://doi.org/10.1080/03650340.2019.1622095

    3.         OLIVEIRA, A. S. L., DE SOUZA, E. S., PESSOAL, L. G. M., FERREIRA-SILVA, S. L., SOUZA, R. M. S., ANTONINO, A. C. D. (2019). Growth and photosynthetic efficieny of atriplex nummularia under different soil moisture and saline tailings. Revista Caatinga, 32(2), 493–505. https://doi.org/10.1590/1983-21252019v32n222rc

    4.         LIMA, J.R.S.; DE MORAES SILVA, W.; DE MEDEIROS, E.V.; DUDA, G. P.; CORRÊA, M. M.; MARTINS FILHO, A.P.; CLERMONT-DAUPHIN, C.; ANTONINO, A.C.D.; HAMMECKER, C. (2018). Effect of biochar on physicochemical properties of a sandy soil and maize growth in a greenhouse experiment. Geoderma, v. 319, p. 14-23, 2018.

    5.         ERREIRA, C. R. P. C.; ANTONINO, A.C.D.; SAMPAIO, E. V. S. B.; CORREIA, K. G.; LIMA, J. R. S.; SOARES, W.A.; MENEZES, R.S.C. Soil CO2 Efflux Measurements by Alkali Absorption and Infrared Gas Analyzer in the Brazilian Semiarid Region. Revista Brasileira de Ciência do Solo, v. 42, p. 1, 2018. http://dx.doi.org/10.1590/18069657rbcs20160563

    6.         RIBEIRO, A. A., LIMA, J. R. D. S., ANTONINO, A. C. D., SOUZA, R. M. S., SOUZA, E. S. DE. (2018). Fluxos de Carbono e Evapotranspiração de Feijão Comum Sob Condições de Sequeiro. Revista Engenharia na Agricultura - REVENG, 26(3), 229–239. https://doi.org/10.13083/reveng.v26i3.830

    7.         SILVA, P. F. DA, LIMA, J. R. DE S., ANTONINO, A. C. D., SOUZA, R., SOUZA, E. S. DE, SILVA, J. R. I., ALVES, E. M. (2017). Seasonal patterns of carbon dioxide, water and energy fluxes over the Caatinga and grassland in the semi-arid region of Brazil. Journal of Arid Environments, 147, 71–82. https://doi.org/10.1016/j.jaridenv.2017.09.003

    8.         DE MEDEIROS, E.V.; DUDA, G.P.; DOS SANTOS, L.A.R.; LIMA, J.R.S.; ALMEIDA-CORTÊZ, J.S.; HAMMECKER, C.; LARDY, L.; COURNAC, L.T. (2017). Soil organic carbon, microbial biomass and enzyme activities responses to natural regeneration in a tropical dry region in Northeast Brazil. Catena (Cremlingen), v. 151, p. 137-146. https://doi.org/10.1016/j.catena.2016.12.012

    9.         SILVA, J. R.I., SOUZA, R. M.S., SANTOS, W.A., DE ALMEIDA, A.Q., SOARES, E. S., ANTONINO, A. C.D. (2017). Aplicação do método de Budyko para modelagem do balanço hídrico no semiárido brasileiro. Scientia Plena, 13(10), 1–10. https://doi.org/10.14808/sci.plena.2017.109908

    10.      SOUZA, R., FENG, X., ANTONINO, A., MONTENEGRO, S., SOUZA, E., & PORPORATO, A. (2016). Vegetation response to rainfall seasonality and interannual variability in tropical dry forests. Hydrological Processes, 30(20), 3583–3595. https://doi.org/10.1002/hyp.10953

  • Planning in a liquid world with tropical stakes - PADDLE

    2017 - 2021 

    Département Océans, climat et ressources OCÉANS, UMR LEMAR

    Contato coordenadores

    Marie Bonnin

    Alex Costa da Silva, UFRPE

    Contexto

    O ambiente marinho está sujeito a uma pressão crescente: tráfego marítimo, evolução das utilizações dos ambientes costeiros com uma procura crescente, exploração mineira dos fundos marinhos, exploração mineira, dragagem, pesca, turismo, implantação de infraestruturas de energias renováveis, etc. A gestão sustentável e racional dos oceanos e mares pode contribuir para o desenvolvimento econômico e a criação de emprego e permitiria à comunidade internacional alcançar os seus objetivos de desenvolvimento sustentável até 2030. Assim, o meio marinho é considerado uma oportunidade de crescimento futuro na Europa, mas também nos países tropicais atlânticos. Considerando que os instrumentos desenvolvidos para os países da União Europeia podem revelar-se inadequados nos países tropicais, é urgente e crítico desenvolver um projeto de investigação específico para o ordenamento do espaço marítimo (OEM) no Atlântico tropical.

    Objetivo

    Criar uma plataforma de investigação sobre o ordenamento do espaço marinho no Atlântico tropical (estudo de caso: Cabo Verde, Senegal, Brasil). O seu objetivo é participar na formação de peritos em PMS, desenvolver ferramentas para o PMS e identificar as necessidades e potenciais impactos do PMS nestas áreas.

    Parceiros

    • UBO (univ. Brest),
    • CNRS, Université de Nantes,
    • University of the Azores,
    • FCUL (université de Lisbonne),
    • Wageningen University,
    • University of Sevilla,
    • Terra Maris,
    • Créocéan,
    • UCAD (Université de Dakar),
    • INDP (Institut National de Développement des Pêches, Cabo Verde),
    • UFPE (Brasil),
    • UFRPE (Brasil),
    • UFPB (Brasil),
    • UPM (Brasil),
    • IUCN (Senegal),
    • ZMT (Alemanha)

    Temáticas

    Planejamento espacial marinho

    Equipe

    Financiamentos

    • programme H2020 de l'Union Européenne,
    • Activités Marie Skolodowska Curie (MSCA),
    • appel Research and Innovation Staff Exchange (RISE)

    Publicações

    • Nole L., Frédou T., Souza Lira A., Padovani Ferreira B., Bertrand A., Ménard F., Lucena Frédou F. 2018. Identifying key habitat and spatial patterns of fish biodiversity in the tropical Brazilian continental shelf. Continental Shelf Research, 166: 108-118. DOI: 10.1016/j.csr.2018.07.002 ;  https://hal.archives-ouvertes.fr/ird-01905980
    • Pelage Latifa, Domalain Gilles, Lira Alex S., Travassos Paulo and Frédou Thierry, Mangrove Coverage Evolution Over Three Decades, Tropical Conservation Science, Vol 12, 2019.  https://doi.org/10.1177/1940082918822411
    • Eduardo L.N., Teixeira B., Lucena Frédou F., Frédou T., Souza Lira A., Bertrand A., Mincarone M., 2018. First record of the intermediate scabbardfish Aphanopus intermedius Parin 1983 (Scombriformes: Trichiuridae) in the western South Atlantic. 2018. Journal of Fish Biology, 5: 992-995. DOI: 10.1111/jfb.13796
    • Eduardo L.N., Frédou T., Souza Lira A., Santos Silva L.V., Padovani Ferreira B., Bertrand A., Ménard F., Lucena Frédou F. 2019. Length–Weight relationship of thirteen demersal fishes from the tropical Brazilian continental shelf.Journal of Applied Ichthyology , 35: 590–593. DOI: 10.1111/jai.13831 
    • Eduardo L.N., Mincarone M.M., Villarins B.T., Frédou T., Souza Lira A., Bertrand A., Lucena Frédou F. 2019. Length–weight relationships of eleven mesopelagic fishes from oceanic islands of the Southwestern Tropical Atlantic. Journal of Applied Ichthyology , 35: 605–607. DOI: 10.1111/jai.13840 
    • Mincarone M.M., Villarins B.T., Eduardo L.N., Caires R.A., Lucena Frédou F., Frédou T., Souza Lira A., Bertrand A., 2019. Deep-sea manefishes (Perciformes: Caristiidae) from oceanic islands and seamounts off northeastern Brazil, with comments on the caristiids previously reported in Brazilian waters.Marine Biology Research . DOI: 10.1080/17451000.2019.1636281.

     

Fruits Brésil

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Projetos de pesquisa na região centro-oeste

  • Mudanças climáticas e impactos ecológicos em áreas úmidas do Pantanal: Quantificação, fFatores de controle e previsão de longo prazo

    fevereiro 2017 - janeiro 2022

    Département Dynamiques internes et de surface des continents - DISCO, UMR GET

    Contato coordenador

    Laurent Barbiero

    Adolpho José Melfi, USP

    Contexto

    As interações entre os processos bióticos e abióticos em ambientes alcalinos são mal compreendidas, apesar de sua alta reatividade. Neste contexto, propomos um estudo integrado em um sítio experimental que já está instrumentado e monitorado há 3 anos no maior pântano continental alcalino do mundo, Nhecolândia, no Pantanal, no Brasil. Esta vasta região possui cerca de 15.000 lagos, dos quais aproximadamente 600 são alcalinos (pH > 9,5). Foram identificados três tipos de lagos alcalinos, com águas permanentes verdes, negras ou cristalinas. Estas cores refletem funções biogeoquímicas fundamentalmente diferentes.

    Objetivo

    Estes três tipos estão presentes no mesmo local experimental e as ações estão agrupadas em 4 eixos. O primeiro trata dessa diversidade de funções biogeoquímicas que iremos caracterizar na busca das causas desses comportamentos diferenciados e das conseqüências em termos de emissões de GEE. As medições preliminares nos permitiram apreender a variabilidade espacial e temporal das emissões e identificar um "momento quente" ligado à ultrapassagem do ponto de bolha de O2. Este ponto original, que nunca foi descrito, será objeto de atenção especial. O ambiente será utilizado como suporte para medições direcionadas da forma poliazol (N2H4).

    O segundo eixo trata dos sistemas de solo desenvolvidos ao redor dos lagos. Por um lado, esses sistemas parecem estar intimamente relacionados com o atual funcionamento biogeoquímico dos lagos, mas podem ter registrado seu funcionamento passado. Com base em uma análise estrutural tridimensional, o estudo focará as fases secundárias, transferências e acumulações de OM, e as conseqüências nas transferências de metais e nas emissões de GEE. Será procurada uma cronologia entre os diferentes sistemas. Finalmente, estes sistemas de solo servirão como suporte para um estudo original do comportamento dos isótopos Fe e Zn.

    O terceiro eixo corresponde ao desenvolvimento de um modelo do funcionamento hidrológico dos lagos, ferramenta indispensável para testar sua sensibilidade às modificações ambientais. O estudo inclui uma caracterização fina da topografia (GNSS) e do lençol freático (indução eletromagnética), uma caracterização do aquífero raso por testes de bombeamento, e a integração destas informações em um modelo em camadas baseado no código Visual Modflow. Ao final do projeto, teremos 5 anos de acompanhamento em nosso site experimental para a validação do modelo.

    O último eixo visa a transposição das informações adquiridas nos locais experimentais para a região por meio de ferramentas de satélite, com o objetivo de elaborar avaliações regionais.

    Parceiros

    • USP (CENA et IEE),
    • UNICAMP (IQ),
    • EMBRAPA (Instrumentação),
    • UFSCAR (LCA et CCBS),
    • UFMS (FAENG)
    • GET (Toulouse),
    • PROTEE (Toulon),
    • LHA (Avignon),
    • IRAP (Toulouse)

     

    Financamentos

    • Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq
    • Géosciences, Environnement, Toulouse - GET (Toulouse),
    • INSU Ec2co 2018-2019
    • FAPESP 2017-2022, programme PFPMCG

     

    Publicações

    • Furian S., Martins E.C.R., Parizotto T.M., Rezende-Filho A.T., Victoria R.L., Barbiero L., 2013. Chemical diversity and spatial variability in myriad lakes in Nhecolândia in the Pantanal wetlands of Brazil.Limnology and Oceanography58, 2249-2261, doi:10.4319/lo.2013.58.6.2249.
    • Andreote, A.P.D., Vaz, M.G.M.V, Genuário, D.B., Barbiero, L., Rezende-Filho, A.T., Fiore, M.F., 2014. Non-heterocytous cyanobacteria from Brazilian saline alkaline lakes.Journal of Phycology50, 675-684, doi:10.1111/jpy.12192.
    • Barbiero, L., Berger, G., Meunier, J-F., Rezende-Filho, A.T., Martins Silva, E.R.C., Furian, S, 2016. Organic control of dioctahedral and trioctahedral clay formation in an alkaline soil system in the Pantanal wetland of Nhecolândia, Brazil.Plos One,doi.10.1371/journal.pone.0159972
  • Novas estratégias para o controle específico de pragas de plantas cultivadas

    janeiro 2018 - dezembro 2022 

    Département Ecologie, biodiversité et fonctionnement des écosystèmescontinentaux - ECOBIO, UMR IPME

    Contato coordenadoras

    Diana Fernandez

    Maria Fátima Grossi de Sá, EMBRAPA

    Contexto

    Muitas culturas com alto impacto agronômico, como arroz, café, soja, amendoim ou algodão, são parasitadas por nematoides do solo, especialmente em países tropicais, onde espécies do gênero Meloidogyne são particularmente adaptadas a altas temperaturas. Além disso, duas doenças fúngicas de origem aérea, a ferrugem do café e a ferrugem da soja estão entre os problemas agronômicos que se tornaram de grande importância na América Latina nos últimos anos. A evolução da legislação internacional sobre o uso de agrotóxicos, visando reduzir os riscos para os seres humanos e o meio ambiente, está levando a um aumento da demanda por soluções alternativas sustentáveis para o controle de pragas.

    Objetivo

    O objetivo principal é adquirir conhecimentos fundamentais sobre interações planta-parasita para propor estratégias inovadoras para o controle de populações de pragas de plantas cultivadas. Mais especificamente, este projeto enfoca

    1) a caracterização de proteínas de virulência de nematoides de galhas (Meloidogyne spp .), seu modo de ação e seus alvos na célula vegetal,

    2) a identificação de genes envolvidos em respostas de resistência de planta a nematóides e a seleção de variedades resistentes,

    3) o desenvolvimento de novas estratégias de controle baseadas em química verde, como a seleção de novas moléculas com atividade nematicida ou fungicida específica, ou RNAi

    Temáticas

    Interações planta-parasita ; proteção dos cultivos ; melhoramento genético das plantas ; nematoides, ferrugem

    Financiamentos

    • Embrapa-Café ;  Embrapa Macroprograma 3
    • Projet INCT PlantStress (Brésil)
    • Projet Bayer Crop Science Grant4Targets (Allemagne)
    • projet CAPES-COFECUB Sv 922/18 (France-Brésil

    Parceiros

    • EMBRAPA-CENARGEN
    • EMBRAPA-CERRADOS
    • EMBRAPA –SOJA
    • Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
    • UMR ISA, INRA, Univ Nice
    • Consortium International en Biologie Avancée (CIBA) https://www.ciba-network.org/

    Publicações

    • Petitot A-S., Kyndt T., Haidar R., Dereeper A., Collin M., de Almeida Engler J., Gheysen G., and Fernandez D. 2017. Transcriptomic and histological responses of the African rice (Oryza glaberrima ) to Meloidogyne graminicola provide new insights into root-knot nematode resistance in monocots.Annals of Botany, 119 (5): 885-899. DOI: 10.1093/aob/mcw256
    • Albuquerque EVS., Petitot A-S., da Silva JP., Grossi-de-Sa MF. and Fernandez D. 2017. Early responses of coffee immunity-related genes to root-knot nematode infection.Physiological and Molecular Plant Pathology,100, 142-150. DOI:10.1016/j.pmpp.2017.09.001.
    • Marilia Santos Silva, Magnolia de Araujo Campos, Fabricio Arraes, Maira Grossi-de-Sa, Fernandez D., Elizabete de Souza Candido, Marlon Cardoso, Octavio Franco, Maria Fatima Grossi de Sa. Potential biotechnological assets related to plant immunity modulation applicable in engineering disease-resistant crops. 2018. Plant Science, 270, 72-84. https://doi.org/10.1016/j.plantsci.2018.02.013
    • V da Silva Mattos, K Mulet, J E Cares, C Bauer Gomes, D Fernandez, F Grossi, R M.D.G. Carneiro and P Castagnone-Sereno. 2019. Development of diagnostic SCAR markers for M. graminicola , M. oryzae and M. salasi associated to irrigated rice fields in Americas.Plant Disease, 103, 83-88;  https://doi.org/10.1094/PDIS-12-17-2015-RE
    • Bresso E, Fernandez D, Amora DX, Noël P, Petitot AS, Sa Lisei de ME, Albuquerque EVS, Danchin E, Maigret B, Martins N. 2019. A chemosensory GPCR as a potential target to control the root-knot nematode Meloidogyne incognita parasitism in plants.Molecules, in press
  • Seca da mangueira e avaliação de estrategias de contrôle no Burkina Faso

    janeiro 2018 - dezembro 2021 

    Département Ecologie, biodiversité et fonctionnement des écosystèmescontinentaux - ECOBIO, UMR IPME

    Contato coordenadora

    Diana Fernandez

    Contexto

    A manga é o primeiro cultivo de frutas em Burkina Faso, emprega cerca de 15.000 agricultores e opera cerca de 60 unidades de processamento. Sua cultura está localizada principalmente na região das Altos Bacias (Bobo Dioulasso) no oeste do país. Uma nova doença apareceu recentemente em pomares de mangueiras em Burkina Faso, mas também em países vizinhos da África Ocidental. Esta doença resulta em uma secagem gradual dos ramos e atinge rápidamente toda a árvore, a mangueira podendo morrer dentro de algumas semanas após o início dos sintomas. A origem da doença é até hoje desconhecida. Uma colaboração tripartite França-Burkina Faso -Brasil foi criada entre o IRD, o INERA e a UFV.

    Objetivo

    O objetivo principal é identificar as causas da doença (agente biótico e / ou estresse abiótico) e propor meios de controle e recuperação de pomares de mangueiras para o manejo sustentável dessa doença.

    Parceiros

    • EMBRAPA-CENARGEN Brasília
    • LMI PathoBios (IRD-INERA) Bobo Dioulasso
    • Universidade Federal de Viçosa (UFV)

    Financiamentos

    • (Brésil) ABC; UFV
    • (France) Fondation Agropolis; LMI PathoBios; IRD-AUF PARFAO
    • (Burkina Faso) FONRID; INERA

    Temáticas

    Proteção de culturas; Segurança alimentar; agro-ecologia

Ville Brésil

© IRD

Projetos de pesquisa na região Sudeste

  • Helminthes, HLA-G e saúde em zona intertropical

    janeiro 2017 - dezembro 2020 

    Département société et santé - SAS, UMR MERIT

    Contato coordenador

    David Courtin

    Contexto

    As infecções por Helmintos causadoras de geohelmintoses ou esquistossomose continuam a ser um grande problema de saúde pública nas áreas intertropicais. Apesar das metas estabelecidas pela Assembleia Mundial da Saúde em 2001, o número de pessoas afetadas por estas doenças tropicais negligenciadas permanece elevado, com mais de um bilhão de pessoas infectadas por geohelmintoses e cerca de 250 milhões de pessoas que sofrem de esquistossomose (OMS, 2016). O 3º objectivo do Projecto de Desenvolvimento Sustentável (ODS) é especificamente dedicado à saúde e ao bem-estar. Visa "permitir a todos viver em boa saúde e promover o bem-estar de todos em todas as idades" e, para atingir este objectivo, a luta contra as doenças negligenciadas foi claramente identificada (objectivo 3.3). As infecções helmínticas interagem fortemente com o sistema imunitário do hospedeiro, criando um fenómeno de tolerância imunitária não totalmente elucidado que permite aos helmintos escapar a respostas especificamente dirigidas contra eles (em particular a resposta do tipo Th2), permitindo-lhes assim sobreviver no hospedeiro durante várias décadas no caso da esquistossomose. Este fenómeno de tolerância imune, desviando a resposta Th2, pode obviamente ter consequências importantes tanto no domínio das co-infecções (malária) como no das doenças alérgicas e auto-imunes. Finalmente, este fenómeno poderia também interagir com a resposta da vacina, diminuindo a sua eficácia. Todos esses fatos têm sido demonstrados por estudos epidemiológicos e imunológicos recentes. A molécula antigénio leucocitário humano (HLA)-G está envolvida na indução de um ambiente tolerogénico na interface fetal-materna, permitindo assim a manutenção do aloenxerto fetal. O HLA-G é conhecido por sua capacidade de inibir muitas células do sistema imunológico (NK e células dendríticas, linfócitos T e B) através de sua ligação a receptores (ILT2 e/ou ILT4 e/ou KIR2DL4) presentes na superfície destes últimos. Levantamos a hipótese de que a infecção por helmintos poderia, entre outras coisas, levar à sobreexpressão do HLA-G e inibir respostas imunes anti-infecciosas, em particular a proliferação ou diferenciação dos linfócitos B, o que poderia explicar a diminuição dos níveis de anticorpos antimaláricos ou respostas vacinais observadas durante as infecções por helmintos. O tratamento anti-helmíntico em massa em curso pode, portanto, ter benefícios directos (eliminação de helmintos e patologias associadas), mas também benefícios indirectos (vacinas, co-infecções,...). No entanto, estes tratamentos em massa podem também conduzir a um aumento de certas doenças, como as alergias e as doenças auto-imunes. Uma melhor compreensão destas interacções é, pois, essencial para limitar a propagação previsível de certas doenças ditas "civilizacionais".

    Objetivo

    O objetivo geral deste projeto é mobilizar pesquisadores brasileiros e franceses em torno deste tema, a fim de compreender melhor os efeitos da infecção por helmintos em seu hospedeiro. Nossos principais objetivos serão avaliar o efeito das infecções helmínticas:

    •     sobre a resposta clínica e imunológica à infecção por P. falciparum
    •     sobre os estados de expressão do HLA-G
    •     em mulheres grávidas com desenvolvimento imunitário infantil e susceptibilidade à infecção em crianças pequenas
    •     sobre o risco de ocorrência de eventos alérgicos

    Parceiros

    • Universidade de São Paulo (USP)
    • Université de Paris,
    • Université d'Abomey-Calavi,
    • Université du Ghana

    Temáticas

    • Genética,
    • Imunologia,
    • Parasitologia,
    • Epidemiologia.

    Financiamentos

    USP-COFECUB

    Publicações

    • Sonon P, Sadissou I, Tokplonou L, et al. HLA-G, -E and F regualatory and coding region variability and haplotypes in the Beninese Toffin population sample. Molecular immunology 2018;
    • Sabbagh A, Sonon P, Sadissou I, et al. The role of HLA-G in parasitic diseases. Hla 2018
  • Transição metropolitana e centralidades nas cidades brasileiras - TRAME

    janeiro 1970 - décembre 2022 

    Département sociétés et mondialisation - SOC, UMR URMIS

    Contato coordenador

    Sylvain Souchaud

    Renato Cymablista, FAU/USP

    Contexto

    Na primeira metade do século XX, a metrópole no Brasil emergiu de uma mudança de escala na constituição da cidade, que definiu uma nova alocação de recursos no espaço e um deslocamento de centralidades para além do centro histórico. Esta transição metropolitana combina a reorganização das dinâmicas migratórias no espaço urbano (a da migração internacional que está a chegar ao fim e a da mobilidade interna que está a crescer) e o desenvolvimento do tecido urbano em associação com novas técnicas (transporte, gestão, etc.). O projeto mobiliza pesquisadores de diferentes formações disciplinares para revelar a dinâmica urbana dessa transição sociológica em São Paulo e no Rio de Janeiro, a partir de objetos urbanos e dos modelos sociológicos e políticos que eles produzem. Em última análise, o objetivo deste programa é analisar esses modos de transformação urbana até os dias de hoje.

    Objetivo

    Contribuir para a renovação do estudo da urbanidade no Brasil, destacando os processos de constituição de uma matriz específica em São Paulo e no Rio de Janeiro desde o início do século XX até os dias de hoje, seu impacto duradouro nas relações sociais e nas práticas políticas.

    Parceiros

    • Faculdade de arquitetura e urbanismo - Universidade de São Paulo (FAU-USP)
    • Instituto de arquitetura e ubanismo – USP São Carlos (IAU – USP São Carlos)
    • Serviço Social - PUC Rio de Janeiro

    Equipe

    • Nicolas Bautès (Univ. Caen – ESO)
    • Renato Cymbalista (USP – FAU)
    • Sarah Feldman (USP São Carlos – IAU)
    • Fraya Fhrese (USP - FFLCH)
    • Rafael Soares Gonçalves (PUC Rio de Janeiro)
    • Ana Lucia Duarte Lanna (USP - FAU)
    • Aurélia Michel (P7 Paris Diderot – CESSMA)
    • Sylvain Souchaud (IRD – URMIS)
    • Jérôme Tadié (IRD – URMIS)

    Temáticas

    Metrópole, políticas de planejamento urbano, transição urbana, controle e vigilância, populações negras e trabalho livre, distritos pericentrais, industrialização, modernidade

    Financiamentos

    • IRD
    • CNRS - Projet international de coopération scientifique (Pics)
    • USP
    • USPC
    • Labex Dynamite

    Publicações

    Ana Lucia Duarte Lana et Sylvain Souchaud (ed.),Transições metropolitanas, éditions Ana Blum et IRD, à paraître en 2019.

  • Os grandes ciclos climáticos nas florestas tropicais úmidas - TROPICOL

    janeiro 2017 - dezembro 2019 

    Département Ecologie, biodiversité et fonctionnement des écosystèmescontinentaux - ECOBIO, UMR ISE-M

    Contato coordenadores

    Marie-Pierre Ledru

    Andre Sawakuchi, USP

    Contexto

    No coração da floresta tropical brasileira está a Depressão de Colônia, uma cratera de 3,6 km de diâmetro, cuja formação deve-se provavelmente ao resultado de um impacto de meteorito. Esta rara estrutura geológica representa uma oportunidade única de acesso aos arquivos paleoclimáticos dos trópicos do hemisfério sul. Um núcleo sedimentar de 14 metros de profundidade deste local já tornou possível analisar as mudanças hidrológicas, a variabilidade de temperatura e a biodiversidade nos últimos 250.000 anos. Agora, uma equipe internacional de pesquisadores de 5 países, coordenada por Marie-Pierre Ledru do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento, quer ir mais longe: perfurar até uma profundidade de 50 metros para estudar os últimos 800 mil anos, o que permitiria incluir vários ciclos glaciais/interglaciais. Os principais objetivos são caracterizar os impactos das mudanças extremas na energia solar térmica e pCO2 na biodiversidade tropical; avaliar a influência das variações climáticas de baixa latitude nos ciclos hidrológicos globais nos últimos 800.000 anos; e analisar o metabolismo da vida microbiana em face da variabilidade climática. Este projeto de pesquisa envolve uma equipe multidisciplinar internacional com especialistas em perfuração profunda, geocronologia, geoquímica, paleoecologia, sedimentologia, biosfera microbiana. São esperados novos conhecimentos sobre as modalidades de evolução das florestas tropicais em resposta às mudanças climáticas, bem como novos desenvolvimentos metodológicos.

    Objetivo

    TROPICOL permitirá responder a várias questões científicas de longa data e desenvolver uma equipe de pesquisa multidisciplinar com: 1) Definição das variações de energia solar e pCO2 nos trópicos. 2) Definindo a dinâmica dos climas tropicais e conexões inter-hemisféricas em escalas de tempo longas 3) Explorando como configurações orbitais podem modificar os processos de especiação e a biodiversidade tropical. Além disso, como o projeto acontece em uma área altamente urbanizada, permitirá que a população se familiarize com as pesquisas científicas sobre o clima.

    Parceiros

    • Universidade de São Paulo (USP)
    • Universidade de Campinas (UNICAMP)

    Financiamentos

    • FONDATION BNP PARIBAS  « Climate Inititative »
    • INSU LEFE

    Publicações

    • Ledru, M.-P., Mourguiart, P., Riccomini C. (2009). Related changes in biodiversity, insolation and climate in the atlantic rainforest since the last interglacialPalaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology271, 140-152.
    • Ledru, M.P, Reimold W.U., Ariztegui, D., Bard E., Crósta, A.P., Riccomini, C., Sawakuchi A.O. (2015) Why drilling deep in the Colônia Basin (Brazil).Scientific Drilling. 20, 33-39.
    • Rodríguez-Zorro P.A., Ledru M.-P., Bard E., Aquino-Alfonso O., Camejo Aviles A.M., Daniau A.-L., Favier C., García M., Mineli T.D., Ricardi-Branco F., Rosteck F., Sawakuchi A., Simon Q., Tachikawa K., Thouveny N. (2020) Shutdown of the South American summer monsoon during the penultimate glacial. Nature Scientific Reports doi.org/10.1038/s41598-020-62888-x
    • Simon Q, Ledru MP, Sawakuchi A., Favier C, Minelli TD, Bard E, Thouveny N, Garcia M, Tachikawa K., Guedes M, Grohman C., Rodriguez-Zorro P (2020) Chronostratigraphy of a 1.5±0.1 Ma composite sedimentary record from Colônia basin (SE Brazil): Bayesian modeling based on paleomagnetic, authigenic 10Be/9Be, radiocarbon and luminescence dating. Quaternary Geochronology, 58, 101081  https://doi.org/10.1016/j.quageo.2020.101081

     

  • Conservação da biodiversidade em nível de paisagem: mudanças climáticas e distúrbios antropogênicos

    janeiro 2018 - dezembro 2020 

    Département Ecologie, biodiversité et fonctionnement des écosystèmescontinentaux - ECOBIO, UMR ISE-M

    Contato coordenadora

    Marie-Pierre Ledru

    Francisca Araújo, UFC

    Contexto

    O Bioma Caatinga é espacialmente variado, abrange desde áreas com nível elevado de aridez nas térreas de baixa altitude, sob solos rasos e pedregosos, a áreas úmidas situadas acima de 600 m na vertente a barlavento de serras e chapadas, compondo um bom cenário para estudos que visem entender os efeitos de gradientes de severidade ambiental sobre os padrões de biodiversidade e, consequentemente, subsidiar a elaboração de planos de manejo sustentável da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos. As Unidades Federais de Conservação Biológica no Bioma Caatinga, em geral, estão especializadas de forma a contemplar a maior parte dessa heterogeneidade ambiental.

    Diante dessa heterogeneidade espacial, visamos propor um modelo de manejo sustentável de zona de amortecimento de Unidades de Conservação do Bioma Caatinga, que contemple a heterogeneidade fisiográfica e de usos da terra no cenário atual e na perspectiva de mudanças climáticas, a partir do conhecimento dos efeitos da estrutura e da configuração da paisagem modelo (Unidades de Conservação) nos padrões de biodiversidade. Para contemplarmos o gradiente de severidade abiótico, selecionamos três Unidades de Conservação: 1) ambiente mais seco: Estação Ecológica de Aiuaba, 2) ambiente intermediário: Parque Nacional de Sete Cidades e 3) ambiente mais úmido: Parque Nacional de Ubajara.

    Objetivo

    Indicar como as mudanças climáticas poderão afetar a biodiversidade contida em Unidades de Conservação e os seus serviços ecosistêmicos, incluindo o papel do seu entorno.

    Parceiros

    • Universidade Federal do Ceará, UFC
    • Universidade Regional do Cariri, URCA
    • Universidade Estadual do Ceará, UECE
    • Universidade Estadual do Vale do Acarau, UVA
    • Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP
    • Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Ceará, IFCE
    • Associação Caatinga CE

    Financiamentos

    ICMBio CNPq/ICMBio/FAPs n°18/2017

    Publicações

    • Montade V, Jeferson I, Bremond L, Favier C, Costa I.R., Ledru M-P, Paradis L., Martins E.S.P.R., Burte J, Magalhães e Silva F.H., Verola C.F. (2016) Pollen-based characterization of montane forest types in north-eastern Brazil, Review of Palaeobotany and Palynology 234, 147-158.
    • Ledru M.-P., Jeske-Pieruschka V., Bremond L., Develle A.-L., Sabatier P., Arnaud F., Martins E., Rodrigues de Freitas M, Fontenele D, Favier C, Barroso R, Araujo F. (2020) When archives are missing, deciphering the effects of public policies and climate variability on the Brazilian semi-arid region using sediment core studies. Science of the Total Environment. doi.org/10.1016/j.scitotenv.2020.137989    
  • Transferência de Materiais Continente-Oceano

    outubro 2017 - dezembro 2019 

    Département Ecologie, biodiversité et fonctionnement des écosystèmescontinentaux - ECOBIO, UMR ISE-M

    Contato coordenadores

    Luiz Drude de Lacerda, UFC

    Marie-Pierre Ledru

    Contexto

    A compreensão do transporte, diluição/acumulação, ciclagem, e biodisponibilidade de nutrientes, matéria orgânica e metais-traço na interface continente-oceano será ampliada pela análise comparativa de sistemas litorâneos e da plataforma continental ao longo da costa norte e leste-nordeste, sudeste e sul brasileira, sob as diferentes situações ambientais: tropical úmida (norte); semiárida (nordeste do Brasil), subtropical úmida (leste-sudeste e sul do Brasil) e intensidade das praticas de atividades humanas em suas bacias e bordas, incluindo aspectos que vão da identificação de condições naturais que podem servir de referência em alguns sistemas até barramentos, aberturas de canais em rios, transposição de bacias, urbanização, industrialização, mineração, agricultura e aquacultura. 

    Objetivo

    i) Avaliar mudanças nos fluxos de sedimentos, nutrientes, matéria orgânica e metais traço do continente para o oceano com ênfase nas alterações na morfologia de bacias, erosão e sedimentação e na biogeoquímica de estuários gerando uma tipologia hierárquica dos rios para balizar ações de planejamento e preservação. 

    ii) Conhecer os processos biogeoquímicos de forma comparativa levando em consideração os diferentes meios geoquímicos e os diferentes níveis de preservação existentes nessas das regiões com ênfase no comportamento de sedimentos, nutrientes, matéria orgânica e metais traço através do gradiente estuarino e da plataforma continental. 

    iii) Avaliar e quantificar impactos ambientais resultantes de mudanças climáticas globais e regionais através de indicadores da biodiversidade.

    Coordenador

    Luiz Drude de Lacerda:   ldrude@fortalnet.com.br 

    Parceiros

    • Universidade Federal do Ceará – UFC 
    • Universidade Federal do Cariri - UFCA
    • Universidade Federal de Alagoas - UFAL
    • Universidade Federal do Maranhão - UFMA
    • Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC
    • Universidade Estadual do Norte Fluminense - UENF
    • Universidade Federal Fluminense - UFF
    • Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio
    • Universidade de São Paulo - USP 
    • Universidade Estadual Paulista - UNESP
    • Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

    Publicações

    • Luiz Drude de Lacerda , Bruno Turcq , Abdel Sifeddine, Renato Campello Cordeiro , Mercury accumulation rates in Caço Lake, NE Brazil during the past 20.000 years. Journal of South American Earth Sciences 77 (2017) 42-50
    • Lacerda, L.D.; Dias, F.J.S.; Marins, R.V.; Soares, T.M.; Godoy, J.M. & Godoy, M.L.D.P. 2013. Pluriannual watershed discharges of Hg into a tropical semi-arid estuary of the Jaguaribe River, NE Brazil. Journal of the Brazilian Chemical Society24: 1719-1731. 
  • Mudança climáticas regional e global: Passado e futuro - CAPES PRINT CLIMATE

    março 2019 - dezembro 2021

    Département Dynamiques internes et de surface des continents - DISCO, UMR GET

    Contato coordenadora

    Ana Luiza Spadano Albuquerque, UFF

    Contexto

    Projeto PRINT para apoiar as pós-graduações brasileiras. Associação de pesquisadores e técnicos estrangeiros para a formação de estudantes através de cursos e estágios.

    Objetivo

    Mestrado e Doutorado

    Parceiros

    • Dinamica dos oceanos e da Terra (UFF);
    • Programa de Pos-graduação em Geografia (UFF);
    • Engenharia de Biossistema (UFF);
    • LARANG (UERJ).

    Temáticas

    paleoclimatologia, geoquímica, sedimentologia

    Países

    França, EUA, Alemanha

    Financiamentos

    CAPES

    Publicações

    • 2019-1 Nascimento, M. N., Martins, G. S., Cordeiro, R. C., Turcq, B. Moreira, L. S. Bush, M. B. 2019. Vegetation response to climatic changes in western Amazonia over the last 7600 years. Journal of Biogeography DOI: 10.1111/jbi.13704
    • 2019-2 Juliana Nogueira, Heitor Evangelista, Claudio de Morisson Valeriano, Abdelfettah Sifeddine, Carla Neto, Gilberto Vaz, Luciane S. Moreira, Renato C. Cordeiro, Bruno Turcq, Keila Cristina Aniceto, Artur Bastos Neto, Gabriel Martins, Cybelli G. G. Barbosa, Ricardo H. M. Godoi
    • 2019. Temporal variations in dust sources reaching Central-Western Amazon through the mid-to-late Holocene. Scientific Reports in press.

     

     

  • Avaliação de informação sobre as desigualdades: vulnerabilidades sociais e de recursos hídricos, da escala local à global - CAPES PRINT FEEDBACK

    agosto 2018 - julho 2022

    Département Dynamiques internes et de surface des continents - DISCO, UMR GET

    Contatos coordenador

    Bastiaan Koppers, UFF

    Contexto

    Projeto PRINT de apoio às pós-graduações brasileiras. Associação de pesquisadores e técnicos estrangeiros para a formação de estudantes através de cursos e estágios.

    Objetivo

    Mestrado e doutorado

    Parceiros

    • Dinamica dos oceanos e da Terra (UFF) ;
    • Programa de Pos-graduação em Geografia (UFF) ;
    • Engenharia de Biossistema (UFF) ;
    • LARANG (UERJ)

    Temáticas

    paleoclimatologia, geoquímica, sedimentologia.

    Países

    França, EUA, Alemanha

    Financiamentos

    CAPES

    Publicações

    • 2019-1 Nascimento, M. N., Martins, G. S., Cordeiro, R. C., Turcq, B. Moreira, L. S. Bush, M. B. 2019. Vegetation response to climatic changes in western Amazonia over the last 7600 years. Journal of Biogeography DOI: 10.1111/jbi.13704
    • 2019-2 Juliana Nogueira, Heitor Evangelista, Claudio de Morisson Valeriano, Abdelfettah Sifeddine, Carla Neto, Gilberto Vaz, Luciane S. Moreira, Renato C. Cordeiro, Bruno Turcq, Keila Cristina Aniceto, Artur Bastos Neto, Gabriel Martins, Cybelli G. G. Barbosa, Ricardo H. M. Godoi.
    • 2019. Temporal variations in dust sources reaching Central-Western Amazon through the mid-to-late Holocene. Scientific Reports in press.
Structure mixtes de recherche

© Helen Gurgel

Instrumentos de parceria

O IRD trabalha com quatro tipos de instrumentos de parceria:

  1. Os Laboratórios Mistos Internacionais (LMI) são estruturas operacionais de pesquisa e de formação, implantadas fisicamente nos locais do(s) parceiro(s) do Sul e dedicadas à realização de projetos conjuntos de pesquisa, de formação e de inovação a partir de uma plataforma científica comum (laboratórios, equipamentos, meios informáticos, documentários, etc)
  2. O programa Jovens Equipes Associadas (JEAI) visa promover a emergência e o reforço das equipes de pesquisa nos países emergentes. O objetivo é capacitar um grupo de pesquisadores para formar uma equipe através da implementação de um projeto de pesquisa e formação por meio de um projeto de pesquisa conduzido em estreita colaboração com uma unidade do IRD. Esta parceria visa reconhecer o coletivo em seu campo de pesquisa, ancorá-lo em seu ambiente local e integrá-lo em redes científicas regionais e internacionais.
  3. Um Agrupamento Internacional de Pesquisa-Sul (GDRI-Sud) é uma rede de laboratórios franceses e estrangeiros criada entre vários países, incluindo pelo menos um país em desenvolvimento (CD), e coordenada por um comité de coordenação científica.
  4. Projetos estruturantes de Formação no Sul (PSF-Sud). Os objetivos do PSF-Sul são: contribuir para a formação de estudantes, professores-pesquisadores, pesquisadores, engenheiros e técnicos do Sul; Fortalecer as políticas dos centros universitários do Norte e do Sul e seus vínculos mútuos; Enriquecer através da formação de projetos de pesquisa ou dispositivos de pesquisa em parceria com o IRD (JEAI, LMI, GDRI-Sul).

  • GDRI-Sud: Desenvolvimento agrícola e recursos hídricos subterrâneos em regiões semi-áridas

    janeiro 2019 - dezembro 2023

    Département Dynamiques internes et de surface des continents - DISCO, UMR G-EAU

    Contato coordenador

    Christian Leduc

    Contexto

    As regiões áridas, semi-áridas e mediterrânicas ocupam mais de um terço da superfície terrestre do mundo e albergam um quarto da população mundial. Eles estão passando por mudanças espetaculares, sob o constrangimento do crescimento populacional e da redistribuição, mas também de múltiplas outras pressões antropogênicas e climáticas. Isso afeta diretamente os recursos hídricos, que são amplamente utilizados para fornecer água potável e desenvolver a produção agrícola; inversamente, a disponibilidade de água requer muitas dinâmicas humanas, individuais e coletivas.
    Estas regiões apresentam situações muito contrastantes, nas suas componentes biofísica, económica e social. Os recursos hídricos podem ser relativamente abundantes (por exemplo, alguns grandes aquíferos porosos no Magrebe e no Sahel) ou muito frágeis (por exemplo, no Nordeste brasileiro). Do mesmo modo, a exploração da água para fins agrícolas pode variar entre níveis baixos (por exemplo, no Sahel), com uma grande margem para um eventual aumento, e a sobreexploração maciça (por exemplo, em muitos aquíferos mediterrânicos). Mas em todos os casos, os recursos (processos, fluxos e estoques), usos (retiradas, práticas, trajetórias) e suas interações ainda são insuficientemente conhecidos, mesmo que tenham sido interrompidos pela antropização. As cifras que circulam na literatura internacional, às vezes muito aproximadas, destacam a necessidade de aumentar o conhecimento sobre o tema através da partilha de experiências e abordagens e da colocação em perspectiva de diferentes situações.

    Objetivo

    Para melhor compreender a diversidade espacial e temporal dos processos biofísicos envolvidos na dinâmica das águas subterrâneas e a diversidade de adaptação da população a esta heterogeneidade do recurso, iremos realizar uma análise interdisciplinar diacrónica dos sistemas sócio-hídricos, particularmente em relação à evolução das práticas agrícolas. Ao compararmos situações muito diferentes (por geologia, clima, formas de agricultura, contexto económico e social), esperamos identificar melhor os principais factores de mudança, a sua importância respectiva de acordo com as regiões e a sua evolução temporal. Esta análise do passado e do presente deve permitir compreender melhor os diferentes cenários de evolução possíveis e, assim, fornecer elementos de reflexão aos atores de campo, irrigadores e gestores.
    Para isso, estamos a reunir equipas do Brasil, do Magrebe, do Sahel e da França, que já têm uma longa história de colaboração Norte-Sul-Sul e que assegurarão a plena eficácia da rede desde o seu lançamento. Para além deste primeiro círculo, iremos também envolver outras equipas mediterrânicas, africanas e americanas que também são especialistas em recursos hídricos no mundo semi-árido. Nossa ampla distribuição geográfica nos leva a desenvolver recursos digitais que nos permitirão alcançar diferentes públicos, acadêmicos, profissionais e cidadãos, muito além do ARID em si.

    Parceiros

    • Argélia – Univ. Ouargla
    • Brasil – FUNCEME, UFRN, FUNDAJ
    • Camarões – Univ. Ngaoundéré
    • França – UMR G-EAU, HSM et URMIS
    • Mauritânia – ENSP
    • Senegal - UCAD
    • Tunísia – INAT, CERTE

    Temáticas

    • Ressources en eau,
    • Développement agricole,
    • Gestion durable,
    • Zones semi-arides,
    • Changements globaux

    Países

    Argélia, Brasil, Camarões, França, Mauritânia, Senegal, Tunísia

    (suscetível de envolver muitos outros países semi-áridos)

    Financiamento

    IRD, appel à projet GDRI-sud

    Para maiores informações, clique aqui

    GDRI-Sud ARID
  • GDRI-Sud : Swot Calval for Hydrology Laboratory - SCaHyLab

    2019 - 2023

    Département Océans, climat et ressources - OCÉANS, UMR LEGOS

    Contato coordenador

    Stéphane Calmant

    Objetivos científicos

    O monitoramento da água é uma necessidade humana básica, compartilhada igualmente por todas as sociedades. Hoje, os satélites oferecem um brilhante complemento ao tradicional monitoramento in situ, que está diminuindo rápida e drasticamente em todo o mundo. Há mais de dez anos, a IRD colabora com pesquisadores de países em desenvolvimento e emergentes do Sul para promover o estudo do ciclo da água no continente utilizando informações baseadas no espaço. Dentre as tecnologias disponíveis, a altimetria por satélite tem fornecido, desde meados dos anos 90, monitoramento contínuo dos níveis de água, particularmente em grandes bacias hidrográficas tropicais. Esta tecnologia será dramaticamente melhorada na década de 2020 com o lançamento da missão SWOT CNES/NASA em outubro de 2021, o maior projeto científico destas agências no campo da observação da Terra para a década. Ele fornecerá cobertura completa de todas as massas de água na Terra com resolução espacial de 100 m e resolução temporal bimestral. Como será baseado em tecnologia de ponta (interferometria SAR de banda larga Ka-band), a missão exigirá um extenso programa de calibração e validação (CalVal). No lado francês, essa tarefa é confiada à IRD por seu know-how histórico em hidrologia e sua capacidade de conduzir projetos na faixa tropical, onde correm os maiores rios. Todas as equipes participantes do IRDG já estão envolvidas nesta fase chave da missão SWOT através de sua responsabilidade na gestão dos "SWOT Gold Sites", onde intensas atividades da CalVal serão realizadas até a fase de pós-lançamento em 2022. O fato de as equipes do Sul estarem envolvidas na preparação de uma das principais missões científicas satélites é de suma importância para aumentar sua visibilidade na comunidade científica, uma grande oportunidade para seus alunos se juntarem a esta comunidade e uma oportunidade para as equipes e laboratórios oferecerem melhores serviços às suas instituições nacionais de gestão da água. Hoje, o IRD é o "ponto de encontro" para essas equipes do Sul, espalhadas pelo mundo todo. O objetivo do GDRI SCaHylab é dar a essas equipes a oportunidade de construir sua própria rede de colaboração de longo prazo Sul-Sul e Sul-Intermediário, compartilhar seus conhecimentos e habilidades e, além disso, compartilhar alunos e treinamentos para co-publicações.

    Instituições parceiras Sul

    • Universidad Nacional de Colombia, sede de Cali, Colombia
    • Universidade do Estado do Amazonas, RHASA, Manaus, Brazil
    • Universidade Nacional de Brasilia, Brazil
    • Congo Basin Water Resources Research Center (CRREBaC), Université de Kinshasa, Congo (RDC)
    • Dept of Civil Engineering, IIT Bombay, Mumbai, India
    • Dept of Civil Engineering, IIT Kharagpur, Kharagpur, India
    • CPRM, departamento de hidrologia,Rio de Janeiro & Manaus, Brazil
    • Universidade Federal de Minas Gerais, Departamento de géografia, Belo Horizonte, Brazil
    • Universidade Federal de Minas Gerais, Departamento de Hidraulica, Belo Horizonte, Brazil
    • Universidade Federal de Rio Grande do Sul, Porto Allegre, Brazil
    • Université d’Antananarivo, Institut Observatoire de Géophysique et Astronomie, Antananarivo, Madagascar

    Temáticas

    Hidrologia do espaço, ydrologie de l'espace, geodésia e metrologia

    Palavras-chave

    Hidrologia, Altimetria Satélite, Telesensibilização, Gestão de Água.

  • GDRI-Sud: Rede Mundial de Resistência a Insecticidas - WIN

    logo WIN

    Département Santé et sociétés - SAS, UMR MIVEGEC

    Contato coordenador

    Vincent Corbel

    Endereço: winprojectoffice@ird.fr

    Objetivos científicos

    O WIN pode ser definido como "um consórcio de parceiros científicos unidos para monitorar e combater a resistência aos inseticidas em vetores arbovírus em escala global".

    Iniciada em março de 2016, a Rede Mundial de Resistência a Insetos (WIN) foi formada sob o impulso do Institut de recherche pour le développement (IRD) e do Centre national de la recherche scientifique (CNRS). É a primeira rede internacional a monitorar a resistência dos mosquitos arbovírus aos inseticidas. WIN recebeu apoio do Programa Especial de Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais (TDR) e do Departamento de Doenças Tropicais Negligenciadas (NTD) da Organização Mundial da Saúde (OMS) como parte do desenvolvimento do "Global Vector Control Response (GVCR) 2017-2030".

    O principal objetivo do WIN é monitorar e combater a resistência do mosquito vetor arbovírus aos inseticidas. Os objetivos específicos são:

    Estabelecer um sistema de vigilância global para resistência em mosquitos vetoriais arbovírus,
    Identificar lacunas e prioridades de pesquisa em controle vetorial e gerenciamento de resistência,
    Orientar a OMS e os órgãos de saúde pública na tomada de decisões sobre gestão da resistência e controle de mosquitos.
    A missão do WIN é apoiar pesquisas através da mobilização de recursos para projetos de pesquisa básica e aplicada realizados em conjunto pelos institutos membros da rede. Os temas prioritários são a caracterização dos mecanismos genéticos de resistência e o desenvolvimento de testes diagnósticos, o desenvolvimento de modelos preditivos de dispersão e resistência de mosquitos, e o estudo do impacto operacional da resistência. A rede também visa promover estratégias alternativas e inovadoras de controle para eliminar os mosquitos resistentes.

    Através de seu componente Expertise, a missão da WIN também é auxiliar a OMS e agências de saúde pública na tomada de decisões sobre gestão da resistência e controle de mosquitos. A rede reúne especialistas internacionais, permitindo a consultoria e relatórios técnicos na área. A rede estabeleceu um banco de dados de referência global que permite a cada país conhecer a situação de resistência local e assim orientar estratégias para lidar com os mosquitos resistentes.

    WIN também visa reunir a comunidade científica (componente Networking) organizando a cada dois anos uma grande conferência internacional sobre resistência e estratégias para o controle dos vetores arbovírus. Finalmente, através de seu componente Educação & Treinamento, a rede também visa organizar e realizar oficinas de treinamento em vários níveis para os atores da saúde pública, com vistas à capacitação em entomologia médica nos países afetados por essas doenças.
     

    Parceiros

    • Malaria Research & Training Center (MRTC), Mali
    • Isabelle Dusfour, Institut Pasteur de la Guyane (IPG), French Guiana
    • Kasetsart University (KU), Thailand
    • Centers for Disease Control and Prevention (CDC) USA
    • Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) Brazil
    • National Environment Agency (NEA) Singapore
    • National Institute of Malaria Research (NIMR) India
    • School of Public Health, Tehran University of Medical Sciences (TUMS) Iran
    • Maladies infectieuses et vecteurs : écologie, génétique, évolution et contrôle, UMR 224 - MIVEGEC (IRD)
    • Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), France
    • Notre Dame University (NDU), USA
    • QIMR Berghofer, Australia
    • Center for Vector Biology, Rutgers University, USA
    • National Institute of Infectious Diseases (NIID), Japan
    • Swiss Tropical and Public Health Institute (Swiss TPH) Switzerland
    • Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) Portugal
    • Foundation for Research and Technology (FORTH) Greece
    • Liverpool School of Tropical Medicine (LSTM) UK
    • Oxford University UK

    Temática(s)

    Saúde

    Países

    BrasilEstados-UnidosFrançaGréciaGuiana FrancesaIndiaIrã (République islamique d')JapãoMaliPortugalReino-UnidoCingapuraSuíçaTailândia

    Objetivos do desenvolvimento sustentável

    ODD tratando da saúde (ODD 3.3) ajudando a reduzir a mortalidade por doenças tropicais negligenciadas.

  • LMI SENTINELA: Observatórios Transfronteiriços do Meio Ambiente, Clima e Doenças Vetoriais

    janeiro 2018 - dezembro 2019

    Département sociétés et mondialisation - SOC, UMR ESPACE-DEV

    Contato coordenadores

    Christovam Barcellos, FIOCRUZ

    Emmanuel Roux, UMR ESPACE DEV

    Helen Gurgel, Universidade de Brasilia

    Apresentação

    O meio ambiente e suas modificações (mudanças climáticas, mudanças no uso e ocupação do solo, urbanização, etc.), assim como as práticas espaciais e as relações mantidas pelas sociedades humanas com seus ambientes, determinam em parte as desigualdades de saúde e suas dinâmicas em múltiplas escalas espaciais e temporais. Os sistemas espaciais resultantes da complexa interação destes determinantes devem ser abordados a partir de uma abordagem sistêmica e holística e, portanto, interdisciplinar e multi-escala, integrando em particular os campos da ecologia, saúde humana e animal, geografia, geomática, ciências de dados e modelos, etc. Esta abordagem, referida a seguir como a abordagem integrada Geografia - Meio Ambiente - Clima - Saúde, é promovida no Brasil por duas equipes brasileiras:

    (i) o Observatório de Clima e Saúde (OC&S), que dentro da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) visa a implementação operacional e perene de observatórios multi-escala de clima, meio ambiente e saúde e participa de treinamentos em e através de pesquisas em nível de mestrado e doutorado, dentro da principal instituição brasileira de saúde pública sob o Ministério da Saúde do Brasil; e

    (ii) O Laboratório de Geografia, Meio Ambiente e Saúde (LAGAS) da Universidade de Brasília, que tem como objetivo o ensino e a formação universitária e através da pesquisa em nível de bacharelado, mestrado e doutorado, no campo da geografia aplicada à relação entre meio ambiente e saúde, sob a supervisão do Ministério da Educação.

    Essas equipes contribuem tanto para o desenvolvimento da pesquisa e do ensino sobre o tema, quanto para garantir que as políticas de saúde pública se apropriem dos resultados de seu trabalho. No entanto, embora a abordagem integrada Geografia-Meio ambiente-Clima Saúde esteja emergindo no Brasil, ela continua fragmentada, com recursos humanos e materiais dispersos e conseqüentemente com capacidades limitadas, em termos de produção e disseminação de conhecimento nos diversos setores da sociedade e especificação de políticas públicas.

    Objetivos científicos

    Assim, os objetivos do LMI Sentinela são: estruturar, fortalecer e perpetuar a abordagem integrada Geografia - Meio Ambiente - Clima - Saúde no nível brasileiro, nos setores de educação, pesquisa e políticas públicas; fortalecer a visibilidade internacional das equipes brasileiras que trabalham com o tema.

    Principais parceiros

    • Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
    • Universidade de Brasília (UnB)

    Equipes / parceiros associados

    • Unités mixtes de recherche ayant l’IRD comme tutelle : SESSTIM, MIVEGEC
    • Équipe associée Discontinuités (EA 2468) de l'Université d'Artois

    Países

    Brasil, Colômbia, Peru, Guiana Francesa

    Palavras-chave

    Observatórios, doenças vetoriais, fronteiras, monitoramento, indicadores sociais e territoriais da saúde, mudanças ambientais, modelização, indicadores, sistemas de informação, saúde pública

    Áreas científicas

    Saúde e mudanças ambientais, Acesso a sistemas de saúde/sanitários, Regiões marginais/populações, dinâmica urbana, saúde pública, geografia, geomática, ciência de dados, ciência da informação e comunicação, epidemiologia, parasitologia, virologia, entomologia, políticas públicas

    Objetivos do desenvolvimento sustentável

    • ODD 3 : Possibilitando a todos uma vida saudável e promovendo o bem-estar de todas as pessoas em todas as idades
    • ODD 9 : Construir uma infra-estrutura resiliente, promovendo uma industrialização sustentável que beneficie a todos e incentivando a inovação
    • ODD 10 : Reduzir desigualdades dentro e entre países
    • ODD 13 : tomar medidas urgentes para enfrentar as mudanças climáticas e seus impactos
    • ODD 17 : Parcerias para o cumprimento dos objetivos
    LMI Sentinela

     

  • LMI TAPIOCA - Laboratório Interdisciplinar do Atlântico tropical em dinâmica física, biogeoquímica, ecológica e humanas

    janeiro 2018 - dezembro 2022

    Département Océans, climat et ressources - OCÉANS, UMR MARBEC

    Contato coordenadores

    Moacyr Araújo, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

    Flávia Lucena, UFRPE

    Arnaud Bertrand

    O TAPIOCA LMI está organizado em dois eixos interligados. O primeiro visa observar as estruturas e dinâmicas oceânicas em diferentes escalas. A segunda diz respeito à ocupação de espaço por organismos marinhos e pescadores que utilizam marcadores naturais e artificiais. A modelagem em diferentes formas (conceitual, estatística, numérica) é transversal na TAPIOCA. Além disso, a capacitação e o desenvolvimento de novas disciplinas (por exemplo, acústica de ecossistemas) são centrais para a TAPIOCA.

    Contexto

    Segundo a CAPES, dois aspectos principais impedem o desenvolvimento de um centro de excelência em ciências marinhas no Nordeste: (i) a ainda muito fraca internacionalização dos centros de pesquisa locais; e (ii) a necessidade de desenvolver certos aspectos da oceanografia que são pouco ou nada explorados. Neste contexto, a LMI TAPIOCA pretende desempenhar um papel estruturante no desenvolvimento de um centro de excelência em ciências marinhas no Recife, respondendo às duas limitações apontadas pela CAPES.

    Temáticas

    • Ecossistemas marinhos,
    • Ooceanografia

    Parceiros

    • Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
    • Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)

    Financiamentos

    • UFPE
    • UFRPE
    • IRD

    Para maiores informações

  • JEAI : Ecologia das aves marinhas do Atlântico tropical no Brasil - TABASCO

    2020 - 2023

    Département Océans, climat et ressources - OCÉANS, UMR MARBEC

    Contato coordenadores

    Guilherme Tavares Nunes, UFRGS

    Sophie Bertrand

    Contexto

    Com mais de 8500 km de costa e 4,5 milhões de km2 de ZEE, o Brasil abriga uma grande diversidade de aves marinhas e tem uma grande responsabilidade pela sua conservação (Carlos et al. 2009). Embora os locais de nidificação possam ter sofrido com a degradação do passado (por exemplo, desmatamento, introdução de espécies exóticas) e mais recente (por exemplo, poluição) devido aos impactos humanos, existem poucos programas de conservação ou mitigação de aves marinhas. Isto está relacionado principalmente à falta de conhecimento sobre a ecologia destas espécies em escala global: uma revisão abrangente da literatura sobre aves marinhas tropicais no Brasil encontrou um total de 23 publicações referenciadas, 16 desde 2013, 15 das quais foram co-autoras por um ou mais membros desta proposta do JPOI. 
    Estritamente as aves marinhas fazem ninhos e se reproduzem principalmente em ilhas oceânicas. O Brasil tem cinco sites desse tipo: Abrolhos, Fernando de Noronha, São Pedro e São Paulo (SPSPA); Ilhas Trindade/Martin Vaz; e Atol das Rocas. Juntos, eles são o lar da reprodução de 14 espécies de aves marinhas: 3 alcatrazes, 2 aves tropicais, 3 fragatas, 2 corvos, 2 andorinhas-do-mar e 2 procelarídeos. 
    Com base numa revisão exaustiva da literatura cinzenta e referenciada, Mancini et al. (2016) analisou 35 populações de aves marinhas nidificantes nestas ilhas e constatou que 14% estavam aumentando (Phaethon aethereus, Grande Frigatebird Fregata magnificens e Anous stolidus em Abrolhos), 11% estavam diminuindo (Brown Coot Sula leucogaster no Atol das Rocas e Grande Frigatebird Fregata minor na Ilha da Trindade), 23% eram estáveis (Phaethon lepturus em Fernando de Noronha e Brown Noddi e Black Noddi Anous minutus em São Pedro e no arquipélago de São Paulo), e os 49% restantes eram desconhecidos ou impossíveis de serem avaliados. Estes resultados destacam a falta crítica de conhecimento sobre este importante componente da biodiversidade brasileira e a necessidade urgente de estudos de longo prazo sobre todos os aspectos do ciclo de vida (por exemplo, ecologia trófica, ecologia comportamental, estrutura e dinâmica populacional) para avaliar as tendências e necessidades da população de aves marinhas, tanto nas condições atuais como no contexto das mudanças globais. A aquisição desse conhecimento é essencial para a conservação dessas espécies e, de forma mais ampla, espera-se uma importante contribuição para o planejamento espacial marinho ecossistêmico que o Brasil está desenvolvendo através de sua Comissão Interministerial de Recursos Marinhos (CIRM, https://www.marinha.mil.br/secirm/). 
    Neste contexto, a proposta do TABASCO JPOI foca no fortalecimento das pesquisas sobre ecologia de aves marinhas tropicais no Brasil. Baseia-se no fato de que (1) a ecologia das aves marinhas é uma disciplina notavelmente sub-investida para um imenso país que margeia uma costa de 8500 km de extensão e (2) o centro de gravidade das pequenas equipes existentes está no sul do Brasil, distante dos campos tropicais. Com base nas fortes parcerias construídas pela IRD tanto nas universidades do Nordeste como nas equipes de ecologia de aves marinhas do sul do Brasil nos últimos anos, o objetivo deste JPOI é acompanhar estas equipes em sua projeção para os ecossistemas tropicais do Brasil, com o objetivo de médio prazo de uma melhor representação desta disciplina nas universidades do Nordeste. Nesta perspectiva e considerando a escala continental deste país, este projeto é consistente com a estratégia da IRD de apoiar colaborações Sul-Sul que visam a capacitação em regiões menos desenvolvidas. Do ponto de vista científico, o JEAI está organizado em torno de três temas principais: (1) Biogeografia e conectividade populacional; (2) Nichos ecológicos comportamentais e tróficos; e (3) Conservação de aves marinhas tropicais e planejamento espacial marinho. A JIAE apoiará atividades de campo em cinco ecossistemas de ilhas tropicais, visando seis espécies em estudo. Os cinco sítios de estudo fornecerão uma estrutura ideal de gradientes ao longo da latitude, distância da costa e nível de pressões antropogênicas, a fim de desenvolver abordagens comparativas para identificar os vetores de saúde das populações de aves marinhas e identificar a variedade de desafios de conservação que devem ser considerados na política de governança dessas áreas. 

    Objetivo

    As 5 ilhas oceânicas brasileiras proporcionam um cenário natural perfeito para estudar a variabilidade da ecologia das populações de aves marinhas ao longo de uma série de gradientes ambientais: latitude, distância da costa, área de nidificação disponível, história da ocupação humana (Tab. 2). Este gradiente deve permitir estimar a variabilidade do nicho feito pelas diferentes populações de uma espécie e identificar seus principais fatores (restrições no mar para forragem, restrições na terra para nidificação, compartimentação do nicho com outras espécies, pressões antropogênicas, etc.). Entretanto, o grupo mais ao sul das ilhas (Trindade e Martin Vaz), mais influenciado pelas regiões oceânicas não tropicais, tem um portfólio de espécies ligeiramente diferente, particularmente com populações inexistentes ou poucas ou extintas de lunáticos, aves tropicais e espécies de fragatas que não existem em outras ilhas. Por este motivo, e também devido às dificuldades logísticas de acesso ao site, estamos excluindo este grupo de ilhas do projeto. Por outro lado, uma das espécies lunáticas (mamas marrons) se reproduz em ilhas oceânicas, mas também em um grande número de ilhas costeiras ao longo da costa brasileira (colônia mais ao sul em Moleques do Sul 27°51'S), onde as condições oceanográficas e as pressões antropogênicas são muito diferentes. A região de Macaé e o arquipélago de Santana, onde P. Mancini está desenvolvendo suas pesquisas sobre o booby marrom, oferecem um exemplo perfeito desses ecossistemas de ilhas costeiras. 
    Em relação às espécies estudadas, o primeiro alvo serão as três espécies de tetas (mascaradas, marrons e de pés vermelhos), já que pelo menos uma dessas espécies está representada em cada local, o que permite abordagens comparativas no espaço. Vários programas de pesquisa atualmente em andamento no IRD-Recife, UFRGS e FURG começaram há alguns anos para reunir informações sobre a ecologia trófica e comportamental dessas espécies na SPSPA, Noronha e Abrolhos (e.g. Tavares Nunes et al. 2017a, 2018a, 2018b, 2018c sobre mamas marrons nos SPSPs, projeto MAFALDA (liderado por S. Bertrand) em Noronha sobre mamas mascaradas e de pés vermelhos), que vai garantir o projeto. O segundo alvo serão as aves tropicais. Essas espécies ameaçadas podem ser estudadas em dois locais (Noronha e Abrolhos), que a UFAL e FURG já iniciaram (Tavares Nunes et al. 2017b, Campos et al. 2018, Santos et al. 2019). O terceiro alvo possível será a bela fragata. No entanto, algumas dificuldades podem surgir para esta espécie, pois os ninhos são muitas vezes de difícil acesso, como é o caso, por exemplo, de Noronha. Uma opção é trabalhar com esta espécie nos Abrolhos. Este conjunto de espécies é particularmente interessante numa abordagem comparativa: elas se alimentam de presas comparáveis, principalmente peixes voadores. A distribuição de seus nichos não é então óbvia à primeira vista (mesmos locais de colônia, mesmas presas), mas deve existir em outras dimensões para permitir sua persistência nos mesmos locais, apesar das pressões evolutivas. Esta é uma das questões científicas fundamentais que vamos abordar. 

    Parceiros

    • UFRGS
    • FURG
    • UFRJ
    • UFAL

    Temáticas

    Ecologia Marinha, Ecologia comportamental, Ecologia do Forrageamento, Conservação

    Publicações

    • Tavares Nunes G., Bugoni L. (2018) Local adaptation drives population isolation in a tropical seabird. Journal of Biogeography, 45:332-341.
    • Tavares Nunes G., Bertrand S., Bugoni L. (2018) Seabirds fighting for land: phenotypic consequences of breeding area constraints at a small remote archipelago. Scientific Reports, 8:665
    • Tavares Nunes G., Mancini P. L., Bugoni L. (2017) When Bergmann's rule fails: evidences of environmental selection pressures shaping phenotypic diversification in a widespread seabird. Ecography, 40:365-375.
    • Tavares Nunes G., Efe, M. A., Freitas T. R. O., Bugoni L. (2017) Conservation genetics of threatened Red-billed Tropicbirds and White-tailed Tropicbirds in the southwestern Atlantic Ocean. CONDOR, 119:251-260.
    • Simeon H. L., Ratcliffe N., Hinke J., Bertrand S., Fritz L. Furness R., Pichegru L., Oliveros-Ramos R., Stillman R., Ianelli J., Murphy M., Wright P., Van der Lingen C. Unclear conservation objectives impede progress towards ecosystem based fishery management. Nature sustainability
    • Oppel S., Bolton M., Carneiro A., Dias M., Green J., Masello J., Owen E., Phillips R., Quillfeldt P., Beard A., Bertrand S., Blackburn J., Boersma D., Borges A., Broderick A., Catry P., Cleasby I., Clingham E., Creuwels J., Crofts S., Cuthbert R., Dallmeijer H., Davies R., Davies D., Dilley B., Dinis H., Dossa J., Dunn M., Efe M., Fayet A., Figueiredo L., Pereira Frederico A., Gjerdrum C., Godley B., Granadeiro J., Guilford T., Hamer K., Hazin C., Hedd A., Henry L., Hernández-Montero M., Hinke J., Kokubun N., Leat E., McFarlane Tranquilla L., Metzger B., Militao T., Montrond G., Mullié W., Padget O., Pearmain E., Pollet I., Puetz K., Quintana F., Ratcliffe N., Ronconi R., Ryan P., Saldanha S., Shoji A., Sim J., Small C., Soanes L., Takahashi A., Trathan P. N., Trivelpiece W., Veen J., Wakefield E., Weber N., Weber S., Zango L., González-Solís J., Croxall J. (2018) Spatial scales of marine conservation management for breeding seabirds. Marine Policy, 98 :37-46.
    • Campos L. F. A. S., Andrade A. B., Bertrand S., Efe M. A. (2018) Foraging behavior and at-sea distribution of White-Tailed Tropicbirds in tropical ocean, Brazilian Journal of Biology, 78 :556-553.
    • Sydeman W. J., Thompson S. A., Anker-Nilssen T., Arimitsu M., Bennison A., Bertrand S., Boersch-Supan P., Boyd C., Bransome N., Crawford R. J. M., Daunt F., Furness R., Gianuca D., Gladics A., Koehn L., Lang J., Logerwell E., Morris T. L., Phillips E. M., Provencher J., Punt A. E., Saraux C., Shannon L., Sherley R. B., Simeone
    • A., Wanless R. M., Wanless S., Zador S. (2017) Best Practices for Assessing Forage Fish Fisheries - Seabird Resource Competition. Fisheries Research, 194 :209-221

    Financiamentos

    • Financiamento brasileiro (subvenções)
    • Financiamento francês/europeu 
    • IRD (JEAI)
  • JEAI : Vivenciando a metrópole: desigualdades, rivalidades e sociabilidades na cidade de São Paulo - EX-MET

    2020 - 2022

    Département sociétés et mondialisation - SOCUMR URMIS

    Contato coordenadora

    Ana Lucia Duarte Lanna , Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Universidade de São Paulo

    Correspondente

    Jérôme Tadié 

    Contexto

    Como a cidade se coloca e torna sustentável a construção das desigualdades e diferenciações? Qual o papel dos diferentes grupos sociais e como a chegada permanente dos imigrantes afeta, transforma e amplia os processos de metropolização e segregação? Como, no contexto específico de São Paulo, os processos de exclusão e demarcação dos bairros e populações mais desfavorecidas podem ser entendidos apenas em relação à imagem autoproduzida de uma sociedade branca e moderna? É a estas questões que o projeto pretende responder através da análise concomitante da construção da metrópole e das desigualdades em São Paulo ao longo de seu processo de metropolização do século XX. São Paulo concebeu sua imagem, e parte de seus territórios, de acordo com dinâmicas próximas às dos países do Norte, enquanto compartilhava sobre a maior parte de suas dinâmicas espaciais comuns às grandes metrópoles do Sul (pobreza, diferenciação e segregação étnica, desigualdades sócio-espaciais, etc.). Criou seus próprios mecanismos de segregação, acesso altamente desigual aos recursos urbanos e contribuiu para a invisibilidade e vulnerabilidade das populações negras, mistas e indígenas. Isso tem reforçado as desigualdades sociais e espaciais que a tornam uma metrópole original do Sul com problemas específicos de desenvolvimento.

    Para analisar esses mecanismos, a equipe jovem focará sua atenção nos lugares e escalas que permitem reunir a multiplicidade de atores e grupos sociais sem dissociá-los ou manter uma abordagem binária, como tem sido o caso com freqüência.

    Esta pesquisa é, portanto, baseada em várias hipóteses principais:

    os lugares da cidade, na interface dos diferentes estratos da sociedade, são aqueles que melhor nos permitem entender a constituição da sociedade urbana paulista e não paulista no Brasil. É aí que as questões de desenvolvimento são reveladas e até ampliadas, sejam elas questões de racismo, de segregação, de manutenção da pobreza, da condição de "estrangeiro" ou de desigualdades dentro da cidade.
    A metrópole é concebida como um terreno onde se cruzam práticas, políticas, tensões e conflitos, dando forma e função ao espaço urbano em sua diversidade e que melhor pode ser analisado a partir da escala local e dos bairros que até agora têm sido pouco considerados.
    A cidade não é um cenário simples onde as sociabilidades desconectadas de seu lugar ocorrem, mas um artefato que constrói experiências e reage a elas. São Paulo é vista como parte de um processo simultaneamente cosmopolita e hierárquico, no qual intervêm fluxos migratórios, mobilidades sociais e transferências culturais, que produzem configurações particulares.
    Este projeto visa assim analisar a longo prazo a diversidade e heterogeneidade das intersecções e experiências destas novas configurações urbanas, assim como os processos de construção de identidades e alteridades produzidas pelos diferentes grupos da cidade. Procura entender a construção desse antagonismo aparentemente pacificado entre a sociedade democrática e a sociedade inegalitária específica do Brasil.

    Temáticas

    Arquitetura, urbanismo, sociologia, geografia, história

    Palavras-chave

    Desigualdades, bairros intermediários, migrações, domesticidade, estrangeiro.

    Objetivos do desenvolvimento sustentável

    • Objetivo 11: cidades e comunidades sustentáveis
    • Objetivo 1: Erradicação da pobreza
    • Objetivo 10: Redução das desigualdades
  • PSF-Sud - Recife Ciências do Mar - RECIMAR

    2019 - 2021

    Département Océans, climat et ressources - OCÉANS, UMR MARBEC

    Contato coordenadores

    Alex Costa da Silva, UFPE

    Sophie Bertrand

    Contexto

    Este projeto estruturante de formação nos países do Sul tem como objetivo desenvolver e complementar a oferta de formação estabelecida através do LMI TAPIOCA (www.tapioca.ird.fr) na UFPE e UFRPE em programas de mestrado e doutorado em oceanografia física, ecologia marinha e pesca.

    Objetivo

    O objetivo é preencher lacunas disciplinares, possibilitando assim a criação de um Centro Regional de Excelência em Ciências do Mar para o Atlântico Tropical em Recife, identificado como prioritário pela CAPES (equivalente brasileiro do HCERES francês). Este projeto faz parte da entrega (janeiro de 2020) em Recife de um dos quatro navios escolares oceanográficos construídos pelo governo brasileiro (N/O Ciencias do Mar 4, financiado por uma parceria entre o Ministério da Educação e a Marinha do Brasil) e se destina a cobrir a região oceânica do Nordeste do Brasil. Este navio, que pode embarcar até 25 alunos e professores, está sob a responsabilidade do Professor A. Costa da Silva (co-patrocinador do projeto, UFPE). Seu único objetivo é o treinamento operacional dos alunos na coleta e análise de dados de observação oceânica.

    Este projeto pretende oferecer, em formato de escola de verão a bordo do Ciências do Mar 4, treinamento em ferramentas de observação e modelagem para:

    • Desenvolver know-how para campanhas multidisciplinares no mar, em particular por oceanografia física (A. Costa da Silva), acústica submarina (A. Bertrand) e sobre as ferramentas observação de plantas plânctones e gelatinosas (J.-C. Molinero)
    • Desenvolver know-how prático na área de bio-logging (instrumentação de fauna silvestre) natureza selvagem marinha com múltiplos registradores de atividades, incluindo GPS, GPS, registradores de dados, eMergulho, acelerômetros (S. Bertrand)
    • Desenvolvendo know-how no campo da modelagem observacional de dados: sucessões e teias alimentares planctônicas (J.C. Molinero), dinâmica populacional estruturada por idade ou estágios da vida (modelos matriciais, M. Andrello), genética populacional (modelo demogênico MetaPopGen, M. Andrello), dispersão larvar e conectividade (modelo Ichthyop Lagrangian, M. Andrello).

    O público-alvo são mestrandos, doutorandos, mas também pós-doutorandos e pesquisadores, principalmente do Brasil, de outros países da América Latina, mas também da África Ocidental (cf. a forte ligação entre o Mestrado em Oceanografia Física em Cotonou e o Departamento de Oceanografia da UFPE onde muitos estudantes africanos fazem sua tese com bolsas brasileiras - CAPES). O tamanho das turmas será de 20 alunos, de acordo com a capacidade do navio-escola oceanográfico no mar e no cais. As escolas de verão, cada uma com duração de uma semana em tempo integral, serão distribuídas ao longo dos três anos do projeto. A avaliação assumirá a forma de desenvolvimento de projetos de pesquisa virtual, em subgrupos de 2 a 3 alunos, incluindo o questionamento científico, o dimensionamento das operações de campo e a análise e modelagem de dados prevista.

    Este ciclo de cursos de verão deve ajudar a dar um impulso inicial para a implantação de atividades de treinamento a bordo do navio de treinamento Ciencias do Mar 4, que está sob a responsabilidade da UFPE, e deve, a curto prazo, tornar-se uma grande plataforma para a formação de alunos na ciência do Mar Nordeste brasileiro. A sustentabilidade das ações realizadas será viabilizada pela LMI TAPIOCA, o que permite uma estruturação de médio e longo prazo pelo departamento de oceanografia da UFPE e pelo departamento de pesca e aqüicultura da UFRPE.

    Parceiros

    • UFPE
    • UFRPE

    Unidades de pesquisa

    • MARBEC
    • LEMAR
    • LEGOS
    • LOCEAN

    Temáticas

    Ciências do mar

    Financiamentos

    • Franco-bresilien (LMI, projets UE) 
    • IRD PSF
  • PSF-Sud ARID

    2019-2021

    Département Dynamiques internes et de surface des continents - DISCO, UMR G-EAU

    Contato coordenador:

    Christian Leduc

    Todos os parceiros do projeto, localizados em 3 continentes - África, América Latina e Europa - têm o mesmo objeto de estudo: a evolução dos recursos hídricos em zonas áridas e semiáridas. A criação de uma biblioteca de recursos digitais acessível a todos para formar estudantes, engenheiros e técnicos é uma ferramenta essencial para compartilhar conhecimentos dentro da rede científica.

    Objetivos

    Criar uma biblioteca digital de recursos sobre o tema dos recursos hídricos em zonas áridas e semiáridas, incluindo:

    • aquisição de conhecimentos científicos (conceitos básicos e resultados recentes da pesquisa internacional)
    • domínio tecnológico (por que e como os métodos e abordagens são utilizados, críticas às informações adquiridas)
    • estudos de caso, destacando a complexidade das situações da vida real e as discrepâncias às vezes significativas com as lições acadêmicas

    Parceiros

    • Universidade Federal do Ceara (Brasil) - Eduardo Martins
    • IRD (UMR HSM) - Christian Leduc
    • Universidade de Ouargla (Tunísia), Institut national agronomique tunisien (Tunisie), Cirad, Université de Ngaoundéré (Cameroun), Ecole supérieure polytechnique de Nouakchott (Mauritanie), Université Cheikh Anta Diop (Senegal)
    PSF-Sud ARID

     

Campagne PIRATA

© Jacques Grelet

Observatórios de pesquisa

  • PIRATA - Prediction and Research Moored Array in the Tropical Atlantic

    Desde 1997

    Département Océans, climat et ressources - OCÉANSUMR LEGOS

    Contato coordenador

    Bernard Bourlès

    Contexto

    PIRATA é um programa operacional e multinacional de observação oceânica (França, Brasil, EUA) cujo principal objetivo é compreender melhor e compreender as interações oceano-atmosfera e suas variações no Atlântico Tropical, a curto, médio e longo prazo. Esta região oceânica tem uma forte influência nos hidroclimas e, consequentemente, nas economias das regiões limítrofes deste oceano (por exemplo, África Ocidental, Nordeste do Brasil, Caraíbas e EUA). O Atlântico Tropical é também uma região oligotrofica, limitada por mínimos de oxigênio e absorção atmosférica de carbono pouco documentados. A PIRATA é inicialmente motivada por questões científicas fundamentais, mas também por necessidades societais, com as sociedades a exigirem melhores previsões meteorológicas e um melhor conhecimento das variações climáticas, das alterações do ambiente marinho e dos ecossistemas marinhos e dos seus potenciais impactos.

    Objetivo

    O principal objetivo do projeto PIRATA é manter uma rede de 18 bóias meteo-oceânicas para a monitorização em tempo real do clima do Atlântico tropical em locais selecionados. Esse monitoramento fornece elementos complementares ao diagnóstico e à previsão sazonal do sistema acoplado oceano-atmosfera nessa região: ao assimilar os dados assim adquiridos aos modelos numéricos operacionais utilizados para a previsão climática, ele deverá permitir antecipar melhor a variabilidade climática nas regiões continentais circundantes (em torno do Golfo da Guiné, Sahel, Nordeste do Brasil, etc.).
    Graças às campanhas anuais dedicadas à manutenção das bóias, a PIRATA também mantém 3 ancoragens para medir correntes equatoriais e contribui para a aquisição de medições complementares de parâmetros físicos, biogeoquímicos e agora biológicos, particularmente ao longo de radiais repetidos. Estas campanhas servem como uma oportunidade para realizar operações ou implantações para outros sistemas de observação (Argo, DBCP...).

    Parceiros

    • INPE/CPTEC, Cachoeira Paulista-SP;
    • UFPE/LOFEC, Recife-PE;
    • DHN, Rio de Janeiro-RJ;
    • FUNCEME, Fortaleza-CE
    • IRD,
    • Météo-France,
    • CNRS/INSU, Ifremer
    • NOAA/PMEL, Seattle ;
    • NOAA/AOML, Miami

    Temáticas

    • Oceanografia
    • Meteorologia

    Financiamentos

    • INSU,
    • IRD,
    • ANA,
    • Univ. Toulouse 3

    Publicações

    http://www.ore-hybam.org/index.php/eng/Documents/Bibliography

    PIRATA, Jacques Grelet
    PIRATA FR30, mars 2020, Jacques Grelet, US IMAGO

     

  • Serviço de Observação HYBAM - Hidro-sedimentologia da bacia amazônica

    2017 - 2022

    Département Dynamiques internes et de surface des continents - DISCOUMR GET

    Contexto

    O HYBAM é um Serviço de Observação especializado no monitoramento de rios e recursos hídricos da Amazônia. A bacia amazônica é uma sentinela do impacto das mudanças climáticas sobre o planeta. Localizado entre os oceanos Atlântico e Pacífico, dois dos principais reguladores do clima global. Em contrapartida, a bacia atua sobre a biosfera através dos imensos fluxos que dela saem na saída (fluxos de água e sedimentos) mas também em direção à atmosfera (fluxos de umidade, gases de efeito estufa). 

    Objetivo

    O HYBAM permite identificar as causas dessas mudanças, tentando determinar a participação das mudanças de origem regional (mudanças maciças no uso da terra, desmatamento, construção de barragens, exploração de hidrocarbonetos, etc.) e das mudanças globais (aquecimento global).

    É um provedor de dados sobre o ciclo da água na Amazônia através de um banco de dados online e um banco de dados documental regularmente atualizado que disponibiliza todo o conteúdo que o observatório produz. É um serviço destinado a qualquer pessoa/instituição interessada nas questões de água e mudanças climáticas.

    Estas ações complementam o monitoramento ambiental realizado nos países pelos órgãos nacionais com, em particular, o programa de desenvolvimento de soluções instrumentais inovadoras em hidrologia espacial. O projeto "Monitoramento espectroradiométrico inovador de escoamentos sedimentares em lagos de barragens" tem como objetivo desenvolver o monitoramento dos parâmetros de qualidade da água diurna e noturna por espectroradiometria hiper-espectral (2019-2021). 

    Parceiros

    • Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq),
    • Universidade de Brasilia (UnB),
    • Agência Nacional de Água (ANA)
    • Universidade Federal do Amazonas (UFAM),
    • Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM),
    • Universidade Federal Fluminense (UFF),
    • Observatoire Midi-Pyrénées - Géosciences Environnement Toulouse
    • Université Paul Sabatier, Toulouse

    Financiamentos

    • INSU,
    • IRD,
    • ANA,
    • Univ. Toulouse 3

    Publicações

    http://www.ore-hybam.org/index.php/eng/Documents/Bibliography