A pesquisa em parceria com organizações brasileiras é um dos pilares do IRD, que assim procura fomentar sinergias com atores nacionais e locais tais como a acadêmica, serviços estatais, autoridades locais, sociedade civil, etc. Numa perspectiva de pesquisa para o desenvolvimento sustentável, o apoio da rede diplomática francesa é uma vantagem para a implementação de dispositivos e programas de pesquisa.

    O IRD no Brasil tem 7 tipos de estruturas em parceria:

    • Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT)
    • Os Laboratórios Conjuntos Internacionais (LMI)
    • O programa de Jovens Equipes Associadas do IRD (JEAI)
    • Os Agrupamentos Internacionais de pesquisa no Sul (GDRI-Sud)
    • Projetos estruturantes para a formação no Sul (PSF-Sul)
    • Observatórios de pesquisa
    • A Rede Franco-Brasileira do Nordeste (ReFBN)

     

    Zonage participatif du territoire de Santarém, Amazonie bresilienne, Observatoire INCT Odisseia

    © Emilie Coudel, projet Odyssea

    Observatoire INCT Odisseia, zonage participatif du territoire de Santarém, Amazonie bresilienne (2019

    INCT

    Os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) são estruturas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações do Brasil que visam reunir, de forma articulada, grupos de pesquisa que trabalham em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do país. A organização de redes com instituições internacionais de projeção global consolida a internacionalização da pesquisa brasileira. Os INCTs visam estimular o desenvolvimento científico e tecnológico com forte ênfase na coordenação com empresas inovadoras nas áreas do sistema tecnológico brasileiro. O financiamento destas estruturas, quando aceitas como estruturas de excelência pelo sistema brasileiro de ensino superior e investigação, é assegurado em parte pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), que depende do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) sob o Ministério da Educação (MEC), e pela Fundação de Amparo a Pesquisa (FAP). O IRD no Brasil é parceiro em quatro destes programas: INCT Odisseia, INCT Ondacbc, INCT Amb-Tropic e INCT In-Tree.

    • INCT ODISSEIA: Observatório das dinâmica socioambientais na Amazônia, Cerrado e Caatinga

      2018 - 2022

      Coordenação

      Marcel Bursztyn (CDS – UnB)
      Marie-Paule Bonnet (IRD – UMR Espace-Dev)

      Contexto

      O estudo das relações entre os seres humanos e o seu ambiente é uma questão crucial pensando nas atuais alterações climáticas e ambientais. Neste contexto, foi decidida a criação do INCT Odisseia "Observatório das dinâmicas socioambientais: sustentabilidade e adaptação às alterações climáticas, ambientais e demográficas". É uma rede transdisciplinar e internacional que estuda os três principais biomas brasileiros: o bioma amazônico, o Cerrado e a Caatinga.

      Na Amazônia, os principais desafios dizem respeito ao monitoramento das dinâmicas espaciais (urbanização, usos dos solos, agricultura familiar e agronegócio) e das alterações climáticas e ambientais (o desmatamento e consequências para a regulação climática, frequência de eventos extremos, recursos hídricos, qualidade do ar, etc.).
      O bioma do Cerrado é estudado principalmente no Distrito Federal e os arredores direitos do estado de Goiás. A capital Brasília, combina planejamento urbano moderno, urbanização descontrolada e uma tradição rural em Goiás. Entre 2016-2018, uma grave crise hídrica chama a atenção do público. A causa é atribuída a uma série de anos secos, à questão de longa data do uso da terra nas bacias hidrográficas, e às transformações demográficas pelo crescimento das zonas urbanas. Este evento questiona a gestão e usos da água, a segurança alimentar e hídrica da população, bem como os efeitos da expansão urbana, muitas vezes precária, em áreas de vegetação nativa.

      Na Caatinga, o bioma semiárido mais bio-diverso do mundo, os desafios são a conservação da biodiversidade, o combate à desertificação e a melhoria da qualidade de vida da população. É considerado um dos territórios mais vulneráveis do Brasil frente às mudanças climáticas.

      Objetivos

      O principal objetivo do Observatório Odisseia é analisar a relação humano-ambiente frente às mudanças climáticas, ambientais e demográficas, desenvolvendo novas metodologias de observação e perspectivas socioambientais. Com base no desenvolvimento e monitoramento de indicadores especializados que devem facilitar a interação entre dinâmica social, organização institucional e dinâmica ecológica, serão produzidos cenários prospectivos de evolução da vulnerabilidade dos ecossitemas, aos quais serão associadas recomendações a fim de definir estratégias de adaptação, especialmente em termos de ação pública e instrumentos para melhorar a resiliência de territórios vulneráveis. Para tais fins, o observatório visa monitorar alguns sítios-piloto que atuarão como "sentinelas" da vulnerabilidade dos biomas estudados.

      Este objetivo geral requer uma abordagem interdisciplinar do estudo da vulnerabilidade dos territórios. Permitirá também a construção participativa com atores locais e territoriais na formulação dos cenários.

      ⇒ Link: Inct-odisseia

       

      Parcerias principais

      Brésil

      Serviços de Estado

      • Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
      • Instituto Nacional de Pesquisa na Amazoni (INPA)

      Universidades

      • Centro pelo Desenvolvimento Sustentável, Universidade de Brasília (CDS-UnB)
      • Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA)
      • Universidade do Estado do Amazonas (UEA)
      • Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
      • Universidade de São Paulo (USP)
      • Universidade Federale do Pará (UFPA)

      Internacionais

      Palavras-chave

      Adaptação às mudanças climáticas; Populações locais; Ambiente; Amazônia; Caatinga; Cerrado

      Unidades francesas de pesquisa e pesquisador/a referente

    • INCT Ondacbc: Observatório Nacional da Água e da Dinâmica do Carbono na Caatinga

      2017 - 2022

      Coordenação

      Antônio Antonino, UFPE
      Rômulo Menezes, UFPE
      Claude Hammecker, IRD – UMR ECOSOLS

      Contexto

      Com mais de 50 milhões de habitantes, o Nordeste brasileiro engloba cerca de um terço da população total do país. A maior parte vive agora em zonas urbanas, em estreita relação com o mundo rural e agrícola. A Caatinga, o bioma semiárido mais bio-diverso do planeta, ocupa quase metade do Nordeste. Em termos de pesquisa, os recursos hídricos, o seu controle e o armazenamento de carbono são campos fundamentais e ainda insuficientemente estudados.

      Nesta perspectiva de desafios socioeconômicos relacionados com a conservação ambiental, foi criado o INCT Ondacbc “Observatório Nacional da Água e da Dinâmica do Carbono na Caatinga”, uma rede transdisciplinar e internacional para o desenvolvimento da pesquisa experimental e modelação da dinâmica da água e do carbono no bioma Caatinga. Este instrumento de estruturação dos programas de pesquisa permite unir os esforços de diferentes grupos, organizar os conhecimentos disponíveis, realizar projetos a longo prazo, garantir a formação de capacidades locais e participar na formulação de políticas públicas para apoiar a adaptação das populações frente à variabilidade climática na região.

      Objetivos

      O INCT Ondacbc criou uma rede de torres de medição de fluxos de energia para a pesquisa experimental e modelação da dinâmica da água e do carbono no Bioma Caatinga.
      Em termos científicos, o INCT procura:

       

      • Avaliar a dinâmica da água e do carbono no sistema solo-caatinga-atmosfera, bem como os fluxos de água, energia e CO2 neste sistema nos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte;
      • Compreender os diferentes fatores ambientais que regulam a fixação biológica de azoto (FBN) nas principais culturas e vegetação nativa da Caatinga;
      • Contribuir para a melhoria da imagem 3D de solos e raízes de plantas no bioma Caatinga por tomografia de raios X e micro-ondas;
      • Realizar simulações estocásticas e determinísticas da água do solo, energia e dinâmica do carbono no sistema solo-planta-atmosfera nas áreas de pastagem e caatinga;
      • Contribuir para a formação de recursos humanos altamente qualificados que possam trabalhar na área da eco-hidrologia, imagem do ciclo biogeoquímico do carbono e azoto no solo, respondendo assim às necessidades nacionais, bem como às da região Nordeste;

      O objetivo é também agir em termos de governança e comunicação, integrando os decisores, a sociedade civil e as populações para um gerenciamento conjunto e sustentável dos recursos. A transferência dos conhecimentos adquiridos e dos resultados da pesquisa deve contribuir para as políticas públicas e consolidar as parcerias com os atores da sociedade civil. O INCT procura também estabelecer o diálogo com o público em geral e sobretudo escolar e através da educação ambiental. Pretende ainda integrar populações locais com programas de pesquisa co-construidos em uma abordagem de ciência da sustentabilidade. Sobre este último ponto, podemos citar o projeto COOPERE para o gerenciamento sustentável de resíduos em áreas urbanas, visa transformar o campus de uma das universidades parceira, a UFPE, numa cidade modelo nesta matéria.

      Principaux partenariats

      Brasil

      Serviços de Estado

      Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA)

      Universités

      • Universidade Federal d Pernambouco (UFPE)
      • Universidade Federal rural do Pernambouco (UFRPE)
      • Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
      • Universidade Federal do Paraíba (UFPB)
      • Instituto nacional do semiárido (INSA)
      • Universidade Federal do Rio Grande Do Norte (UFRN)
      • Universidade do Estado de Pernambouco (UPE)
      • Universidade do Estado do Paraíba (UEPB)

      Internacionais

      Palavras-chave

      Degradação do solo; Recursos hídricos; Gases com efeito de estufa; Atmosfera; Alterações climáticas; Modelos; Armazenamento do carbono

      Unidade francesa de pesquisa e pesquisador referente

      UMR ECO&SOLS : Claude Hammecker

    • INCT AmbTropic: Ambientes Tropicais Marinhos, Heterogeneidade Espacial e Temporal e Respostas às Alterações Climáticas

      2016-2022

      Coordenação

      Arnaud Bertrand, IRD
      Moacyr Araujo, UFPE

      Contexto

      Espera-se que as mudanças climáticas determinem as características físicas, biológicas e biogeoquímicas das zonas costeiras e dos oceanos, modificando a sua estrutura ecológica, as suas funções e os vários serviços prestados aos seres humanos. Estas alterações são suscetíveis de ter graves impactos socioeconômicos à escala local (zona costeira), regional (plataforma continental e mares pouco profundos) e global (oceanos). As respostas dos ambientes marinhos dependerão também da variabilidade natural destes sistemas e de outras alterações induzidas pelos humanos devido às diferentes utilizações dos recursos marinhos e costeiros.
      O bem-estar das comunidades humanas está intrinsecamente dependente da disponibilidade dos serviços prestados por esses ecossistemas marinhos, entre os quais podemos citar a pesca, atividades de lazer, mas também serviços menos “visíveis” como a regulação climática. No Brasil, isto é particularmente importante para o Norte e Nordeste, que têm algumas das mais altas densidades populacionais do Brasil em algumas cidades costeiras.
      Foi em resposta a esta observação que nasceu o INCT "Ambientes marinhos tropicais: heterogeneidade espaço-temporal e respostas às mudanças climáticas", ou AmbTropic.

      Objetivos

      O objetivo central do INCT AmbTropic é avaliar como a heterogeneidade espaço-temporal dos ambientes marinhos tropicais pode ser utilizada para criar modelos de resposta destes ambientes e a sua resistência às mudanças climáticas, uma atividade de importância estratégica para esta populosa região.

      Destacamos também objetivos perseguidos no contexto da ciência da sustentabilidade. Primeiro, trata-se de melhorar conhecimentos científicos e de criar uma base conceitual sólida sobre o funcionamento geral e a variabilidade espaço-temporal da zona costeira tropical, plataforma e oceano. Segundo, busca-se consolidar uma infraestrutura de pesquisa moderna e adequada para o avanço das atividades científicas marinhas nas regiões Norte e Nordeste do país, e desenvolver a formação de capacidades. Estes diferentes elementos devem dar vida a uma rede de excelência acadêmica, e participar no desenvolvimento de um grupo reunindo academia, atores institucionais, sociedade civil e setor privado, para enfrentar os numerosos desafios atuais e futuros, principalmente devido às mudanças climáticas, nestas regiões.

      Parcerias principais

      Brasil

      Serviços de Estado

      • Centro d’Hydrografia Marinha
      • Fondação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME)
      • Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)
      • Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA)
      • Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)
      • Fundação de Amparo da Pesquisa do Estado de Bahia (Fapesb)

      Universidades

      • Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG)
      • Universidade Federal do Rio Grande du Norte (UFRN)
      • Universidade Federal de Bahia (UFBA)
      • Universidade Federal do Pernambouc (UFPE)
      • Universidade de São Paulo (USP)
      • Universidade do Estado de Rio de Janeiro (UERJ)
      • Universidade do Estado de Santa Cruz (UESC)
      • Universidade do Estado do Ceará (UEC)
      • Universidade do Estado de Bahia (UNEB)
      • Universidade do Estado do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF)
      • Universidade do Estado do sudoeste de Bahia (UESB)
      • Instituto de física da Universidade de Brasília (IF-UNB)
      • Universidade Federal do Paraíba (UFPB)
      • Universidade Federal de Sergipe (UFS)
      • Universidade Federal du Ceará (UFC)
      • Universidade Federal du Maranhão (UFMA)
      • Universidade Federal du Para (UFPA)
      • Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF)
      • Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
      • Universidade Federal do Rio grande du norte (UFRN)
      • Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
      • Universidade Federal rural du Semiárido (UFERSA)
      • Universidade Federal rural da Amazônia (UFRA)
      • Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
      • Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

      Internacionais

      Palavras-chave

      Ciências marinhas; Ecossistemas marinhos; Mudanças climáticas; Modelização

      Unidades francesas  de pesquisa e pesquisador/as referentes

    • INCT In-tree: Estudos transdisciplinares em ecologia e evolução

      Coordenação

      Francisca Soares de Araújo (UFC)
      Marie-Pierre Ledru (IRD-UMR ISEM)

      Contexto

      O INCT In-Tree sobre estudos transdisciplinares em ecologia e evolução tem como foco central o desenvolvimento de projetos sobre estas questões e realçando ao mesmo tempo a relação entre ciência, tecnologia e sociedade.

      A característica fundamental do In-tree é a abordagem transdisciplinar, onde vários campos do conhecimento estão integrados no desenvolvimento do projeto: física, informática, geologia, filosofia da ciência, história da ciência, educação científica, economia, comunicação, ciências agrícolas, sociologia ambiental e rural juntam-se à biologia para desenvolver a pesquisa no campo da ecologia e da evolução.

      Além disso, os projetos procuram interagir com a sociedade, o que implica um trabalho de colaboração com organizações não acadêmicas e escolas.

      Objetivos

      Os projetos são realizados por vários laboratórios associados ao In-tree. Estão divididos em 14 projetos temáticos (TP), relacionados com a pesquisa fundamental, e 5 projetos integrativos (PI) que se centram em perspectivas inter e transdisciplinares.

      Os programas em parceria com o IRD centram-se na perda de biodiversidade em áreas degradadas no estado do Ceará (PT10). O objetivo é estudar os ambientes passados desta região, particularmente no bioma Caatinga, a fim de compreender que efeitos - benéficos, negativos ou mesmo devastadores - a ação humana tem tido sobre este ambiente. O objetivo do projeto é fornecer elementos concretos para ações a empreender a favor da conservação e orientar programas de reestruturação de zonas degradadas.

      Parcerias principais

      Serviços de Estado

      • Instituto Chico Mendes de Conservação da biodiversidade (ICMBio)
      • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará  (IFCE)

      Universidades

      • Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais da Universidade Federal du Ceará (PPGERN-UFC)
      • Universidade Regional do Cariri (URCA)
      • Universidade Estadual do Ceará (UECE)
      • Universidade Estadual do Vale do Acarau (UVA)
      • Universidade de Campinas (Unicamp)

      Sociedade civil

      Associação Caatinga

      Palavras-chave

      Ciência de modelos; Climas passados; Ambientes passados; Semiárido; Desertificação; Conservação ambiental

      Unidade francesa de pesquisa e pesquisadora referente

      UMR ISEM : Marie-Pierre Ledru

    Campagne Océanographique ABRAÇOS 2 : tri des échantillons d’organismes mésopélagiques – LMI TAPIOCA.

    © IRD - Arnaud Bertrand

    Campagne Océanographique ABRAÇOS 2 : tri des échantillons d’organismes mésopélagiques – LMI TAPIOCA (Brésil, 2020)

    LMI

    Os Laboratórios Conjuntos Internacionais (LMI) são estruturas operacionais de pesquisa e formação, fisicamente localizadas nas instalações de parceiros no Sul e dedicadas à realização de projetos conjuntos de pesquisa, formação e inovação com base em uma plataforma científica comum (laboratórios, equipamento, recursos informáticos, documentação, etc.). No Brasil, existem o LMI Tapioca e o LMI Sentinela.

    • LMI Tapioca

      2018 - 2022

      Coordenação

      Moacyr Araújo, UFPE
      Flávia Lucena, UFRPE
      Arnaud Bertrand, IRD - UMR MARBEC

      Contexto

      O Brasil reconheceu recentemente a grande importância dos recursos naturais e das reservas minerais ao longo dos seus 7.500 km de costa, denominada "Amazônia Azul". Esta ainda pouco conhecida parte do Atlântico tropical cristaliza, no entanto, muitas questões ambientais, climáticas e socioeconômicas.

      Há duas razões principais para esta situação: a pesquisa em ciências marinhas ainda não tem uma projeção internacional, e certos aspectos da oceanografia permanecem pouco ou mesmo inexplorados.

      Neste contexto, o LMI Tapioca foi criado com o objetivo de desempenhar um papel estruturante no desenvolvimento de um centro de excelência em ciências marinhas em Recife.

      Objetivos

      O LMI Tapioca está organizado em dois eixos interligados. O primeiro visa a observação de estruturas e dinâmicas oceânicas a diferentes escalas. O segundo centra-se na ocupação do espaço por organismos marinhos e pescadores, utilizando marcas naturais e artificiais. A modelação em diferentes formas (conceitual, estatística, numérica) é uma dimensão transversal.

      Outros aspectos fundamentais são o desenvolvimento de novas disciplinas, como a acústica do ecossistema, e a formação de capacidades. Até final de 2020, 7 pós-doutorandos e 57 estudantes (20 PhD, 21 Mestrado, 16 Graduação), do Brasil, outros países da América Latina, África ou Europa eram supervisionados por membros do LMI Tapioca.

      O LMI está também envolvido no desenvolvimento da cultura científica e está realizando ações em várias frentes, incluindo dispositivos digitais (ver “Ciência para todos”).

      Parcerias principais

      • Universidade Federal do Pernambuco (UFPE)
      • Universidade Federal rural du Pernambuco (UFRPE)

      Palavras-chave

      Ecossistema marinho; Oceanografia; Mudanças climáticas; Biologia marinha; Biodiversidade marinha.

      Unidades francesas de pesquisa e pesquisadora/es referentes

    • LMI Sentinela

      2018-2025

      Coordenação

      Christovam Barcellos, FIOCRUZ
      Emmanuel Roux, IRD - UMR ESPACE DEV
      Helen Gurgel, UnB

      Contexto

      O ambiente e as suas modificações (alterações climáticas, mudanças no uso e ocupação do solo, urbanização, etc.), bem como as relações mantidas entre esse e sociedades humanas, são fatores determinantes no campo da saúde pública.

      Neste contexto e para entender as inter-relações entre ambiente e saúde, o LMI Sentinela propõe uma abordagem transdisciplinar integrada entre Geografia, Ambiente, Clima e Saúde.

      Objetivos

      O LMI Sentinela procura estruturar e perpetuar a abordagem integrada de Geografia, Ambiente, Clima, Saúde no Brasil, nos setores do ensino e da pesquisa, para reforçar políticas públicas, e aumentar a projeção internacional das equipes brasileiras trabalhando neste campo.

      Tem dois eixos principais de pesquisa localizados em dois laboratórios:

      • O observatório clima e saúde, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a principal instituição de saúde pública brasileira vinculada ao Ministério da Saúde, visa a implementação operacional e sustentável de observatórios do clima, do ambiente e da saúde, em várias escalas, e participa na formação para e através da pesquisa a nível de mestrado e doutorado;
      • O Laboratório de Geografia, Ambiente e Saúde (LAGAS) da Universidade de Brasília (UnB), visa proporcionar ensino e formação universitária através da pesquisa a nível de graduação, mestrado e doutorado na área da geografia aplicada à relação entre ambiente e saúde, sob a supervisão do Ministério da Educação.

      As equipes contribuem para o desenvolvimento da pesquisa e ensino sobre o tema, e para a apropriação dos resultados do seu trabalho pelas políticas de saúde pública.

      Palavras-chave

      Alterações ambientais e climáticas; Saúde pública; Doenças de origem vetorial; Zonas transfronteiriças

      Parcerias principais

      • Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
      • Universidade de Brasília (UnB)

      Unidades francesas de pesquisa e pesquisadores referentes

    Obervations des oiseaux par les ornithologues lors de la campagne MAFALDA, prédecesseure de la JEAI Tabasco. Archipel Fernando de Noronha, Brésil 2019.

    © IRD - Sophie Bertrand

    Obervations des oiseaux par les ornithologues lors de la campagne MAFALDA, prédecesseure de la JEAI Tabasco. Archipel Fernando de Noronha, Brésil 2019.

    JEAI

    O programa Jovens Equipes Associadas ao IRD (JEAI) visa a emergência e o reforço das equipes de pesquisa nos países em desenvolvimento. O objetivo é permitir que um grupo de pesquisadore/as se une para levar a cabo um projeto de pesquisa e formação em estreita colaboração com uma ou várias unidades de pesquisa do IRD. Esta parceria visa o reconhecimento de um campo de pesquisa, a ancoragem no ambiente acadêmico local e inserção em redes científicas regionais e internacionais. No Brasil, existem o JEAI Tabasco e o JEAI Ex-Met.

    • JEAI Tabasco

      2020-2023

      Coordenação

      Guilherme Tavares Nunes (UFRGS)
      Sophie Bertrand (IRD-UMR MARBEC)

      Contexto

      Com mais de 8500 km de costa e 4,5 milhões de km2 de Zoneamento Ecológico Exclusivo (ZEE), o Brasil abriga uma grande diversidade de aves marinhas e tem, portanto, uma responsabilidade na sua conservação. Embora os locais de nidificação possam ter sofrido degradação passada e recente, tais como o desmatamento, a introdução de espécies exóticas e a poluição antropogênica, existem poucos programas de conservação para aves marinhas, animais que fazem ninho e se reproduzem principalmente em ilhas oceânicas. O Brasil tem cinco desses locais (Abrolhos, Fernando de Noronha, São Pedro e São Paulo, Ilhas Trindade/Martin Vaz, Atol das Rocas) que acolhem a reprodução de 14 espécies de aves marinhas (3 gansos, 2 pássaros tropicais, 3 fragatas, 2 corvos, 2 andorinhas-do-mar e 2 procelarídeos). Contudo, existe uma falta crítica de conhecimento sobre esta importante componente da biodiversidade brasileira, e uma necessidade urgente de estudos a longo prazo sobre todos os aspectos do ciclo de vida para avaliar as tendências e necessidades das populações de aves marinhas, tanto nas condições atuais como no contexto das mudanças globais.

      Neste contexto, nasceu a JEAI Tabasco, um projeto de pesquisa que visa melhorar os conhecimentos sobre a ecologia das aves marinhas tropicais no Brasil e fornecer elementos concretos para a sua conservação, com o objetivo a médio prazo de uma melhor representação desta disciplina nas universidades do Nordeste.

      Objetivos

      A proposta centra-se no reforço da pesquisa sobre a ecologia das aves marinhas tropicais no Brasil e está organizada em torno de três temas principais:

      • Biogeografia e conectividade populacional;
      • Nichos ecológicos comportamentais e tróficos;
      • Conservação das aves marinhas tropicais e ordenamento do espaço marinho.

      Parcerias principais

      • Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
      • Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
      • Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
      • Universidade Federal do Alagoas (UFAL)

      Palavras-chave

      Biodiversidade terrestre; Ecologia; Aves marinhas; Biologia; Conservação ambiental

      Unidade francesa de pesquisa e pesquisadora referente

      UMR MARBEC: Sophie Bertrand

    • JEAI Ex-Met

      2020 - 2022

      Coordenação

      Ana Lucia Duarte Lanna, FAU-USP
      Jérôme Tadié, IRD - UMR URMIS

      Contexto

      Nas estruturas e a organização da sociedade de ontem, o que pode ajudar a compreender o mundo de hoje e, portanto, as suas desigualdades? Este é o objetivo do JEAI Ex-Met,  que visa analisar a construção da metrópole e as desigualdades em São Paulo, ao longo do processo de metropolização no século 20, pois foi nesta época que São Paulo concebeu a sua imagem, e parte dos seus territórios, de acordo com dinâmicas próximas das dos países do Norte, mas compartilhando uma série de dinâmicas comuns às grandes metrópoles do Sul, como a pobreza, a diferenciação étnica e segregação, desigualdades sócio-espaciais, etc. A abordagem multidisciplinar, mas também a reflexão sobre a metodologia das ciências sociais, bem como a origem das fontes, são aspectos que a atual pesquisa procura aprofundar.

      Objetivos

      Este projeto visa analisar a diversidade e heterogeneidade das interseções e experiências destas novas configurações urbanas a longo prazo, bem como os processos de construção de identidades e alterações produzidas pelos diferentes grupos da cidade. Procura compreender a construção deste antagonismo, aparentemente pacificado, entre a sociedade democrática e sociedade desigual, modelo específico do Brasil.

      As hipóteses principais são as seguintes:

      • Os lugares da cidade, na interface das diferentes camadas da sociedade, são os que melhor nos permitem compreender a constituição da sociedade urbana de São Paulo e do Brasil. É aqui que os problemas de desenvolvimento são revelados e mesmo amplificados, sejam eles questões de racismo, segregação, manutenção da pobreza, estatuto de "estrangeiros" ou desigualdades dentro da cidade.
      • A metrópole é concebida como um terreno onde se cruzam práticas, políticas, tensões e conflitos, que dão forma e função ao espaço urbano na sua diversidade e que melhor pode ser analisado à escala local e a partir dos bairros pouco considerados até agora.
      • A cidade não é só um quadro onde as sociabilidades são desconectadas do seu lugar, mas um artefato que opera uma construção de experiências e reage a elas. São Paulo é vista como parte integrante de um processo simultaneamente cosmopolita e hierárquico, no qual intervêm fluxos migratórios, mobilidades sociais e transferências culturais, produzindo configurações particulares.

      Parceria principal

      Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Universidade de São Paulo (FAU-USP)

      Palavras-chave

      Arquitetura; Urbanismo; Ciências sociais; Desigualdades sociais; Migrações.

      Unidade francesa de pesquisa e pesquisador referente

      UMR URMIS: Jérôme Tadié

    La confluence des fleuves Amazone et Tapajós à Santarém

    © NASA earth observatory

    La confluence des fleuves Amazone et Tapajós à Santarém

    GDRI-Sud

    Um Agrupamento internacional de pesquisa no sul (GDRI-Sud) é uma rede de laboratórios franceses e estrangeiros formada entre vários países, incluindo pelo menos um país emergente ou em desenvolvimento, e com um comitê de coordenação científica. No Brasil, existem os GDRI-Sud ARID, GDRI-sud WIN e GDRI-sud ScaHylab.

    • GDRI-Sul ARID: desenvolvimento agrícola e recursos hídricos subterrâneos em regiões semiáridas

      2019 - 2023

      Coordenação

      Christian Leduc, IRD-UMR G-EAU
      Eduardo Martins, Funceme

      Contexto

      As regiões áridas, semiáridas e mediterrâneas ocupam mais de um terço da superfície terrestre do mundo e abrigam um quarto da população mundial. Estas zonas estão passando por mudanças espetaculares, impulsionadas pelo crescimento populacional, mas também por muitas outras pressões antropogênicas e climáticas. Isto tem repercussões diretas sobre os recursos hídricos, amplamente utilizados para fornecer água potável e desenvolver a produção agrícola. Reciprocamente, a disponibilidade de água impulsiona numerosas dinâmicas humanas, tanto individuais como coletivas

      No entanto, estas regiões apresentam situações variadas, tanto nas suas componentes biofísicas como econômicas e sociais. Os recursos hídricos podem ser relativamente abundantes (grandes aquíferos porosos do Magrebe e do Sahel) ou muito frágeis, como é o caso do Nordeste brasileiro, a região semiárida mais biodiversa e entre as mais populosa do mundo. Do mesmo modo, a exploração da água para uso agrícola pode variar desde um nível baixo com uma ampla margem de aumento, por exemplo no Sahel, até à superexploração em aquíferos mediterrâneos. Mas em todos os casos, os recursos, os usos e as suas interações são ainda insuficientemente conhecidos, embora estejam sendo afetados profundamente pela ação humana. Daì a necessidade de aumentar os conhecimentos sobre o assunto através da partilha de experiências e abordagens e da colocação das várias situações em perspectiva, razão pela qual nasceu o GDRI-Sud ARID entre a Argélia, Brasil, Camarões, França, Mauritânia, Senegal e Tunísia.

      Objetivos

      A fim de melhor compreender as diferentes dinâmicas espaço-temporais das águas subterrâneas e a diversidade das formas como as populações se adaptam à disponibilidade de água, o GDRI realiza uma análise diacrônica e interdisciplinar da relação entre as sociedades humanas e a água, particularmente no que diz respeito à evolução das práticas agrícolas. Ao comparar situações muito diferentes (geologia, clima, formas de agricultura, contexto econômico e social), o objetivo é identificar os principais fatores na evolução do recurso, a sua respectiva importância de acordo com as regiões e a sua evolução temporal. Esta análise do passado e do presente deverá permitir uma melhor definição dos vários cenários de evolução possíveis e assim fornecer elementos de reflexão aos intervenientes locais, tanto usuários como decisores.

      Parcerias principais

      Brasil

      Serviços de Estado

      • Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME)
      • Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ)

      Universidade

      Universidade Federal do Rio Grande du Nord (UFRN)

      Cooperação sul-sul

      Internacionais

      HydroSciences Montpellier (HSM), France

      Palavras-chave

      Recursos hídricos; Desenvolvimento agrícola; Sutentabilidade; Semiárido; Mundaças globais; Cooperação sul-sul

      Unidades francesas de pesquisa e pesquisadores referentes

    • GDRI-Sud ScaHylab

      2019 - 2023

      Coordenação

      Fabien Durand IRD - UMR LEGOS

      Contexto

      O monitoramento da água é uma necessidade fundamental da espécie humana, partilhada igualmente por todas as sociedades. Hoje em dia, os satélites oferecem um complemento às operações de seguimento tradicional in situ, as quais diminuem no mundo tudo.

      Objetivos

      Há mais de dez anos, o IRD está trabalhando com pesquisadora/es nos países em desenvolvimento para promover o estudo do ciclo da água no continente americano, utilizando informação baseada no espaço. Entre as tecnologias disponíveis, a altimetria por satélite tem fornecido monitoramento contínuo do nível da água desde meados da década de 1990, especialmente em grandes bacias hidrográficas tropicais como a do Amazonas. Esta tecnologia irá melhorar consideravelmente com o lançamento da missão SWOT CNES/NASA em 2022, o maior projeto científico de observação da Terra para a década de 2020. Proporcionará uma cobertura completa de todas as massas de água na Terra com uma resolução excepcional.

      No Brasil, conhecer melhor essas massas de água é uma questão fundamental para a pesquisa, mas também para a gestão de riscos, a adaptação às mudanças climáticas e para o monitoramento das águas continentais, tanto em quantidade como em qualidade.

      Parcerias principais

      Brasil

      Serviço de Estado

      Instituto Geológico Nacional (CPRM)

      Universidades

      • Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
      • Universidade de Rio Grande do sul (UFRGS
      • Universidade do Estado do Amazonas (UEA)
      • Universidade de Brasília (UnB)

      Cooperação sul-sul

      Palavras-chave

      Hidrologia ; Teledétecção; Gestão da água ; Imagens por satélite.

      Unidade francesa de pesquisa e pesquisador referente

      UMR LEGOS : Fabien Durand

    • GDRI-Sud Win

      2016-2022

      Coordenação

      Vincent Corbel, IRD - UMR MIVEGEC
      Ademir Martins, Fiocruz
      Correio do projeto: winprojectoffice@ird.fr

      Contexto

      Dengue, chikungunya, Zika... estas doenças virais, chamadas arboviroses, são transmitidas por mosquitos do gênero Aedes, vulgarmente conhecido como o mosquito tigre. Há vários anos que têm surgido em todas as regiões do mundo, graças à expansão dos mosquitos. Na ausência de vacinas e tratamentos terapêuticos, o controlo de mosquitos através da utilização de inseticidas tem sido até hoje a arma mais eficiente. Infelizmente, o uso intensivo e repetido dos mesmos inseticidas durante mais de 40 anos levou à seleção e propagação da resistência à escala global - resistência agora considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um grande obstáculo ao controlo destas doenças.

      Embora existam aproximadamente 100 milhões de casos notificados de dengue por ano (no Brasil, a taxa de incidência do vírus da dengue é de 48,9/100.000 habitantes) e o vírus Zika tenha sido notificado em mais de 30 países da América Latina e do Caribe em particular, há muito pouca pesquisa sobre a resistência do mosquito tigre aos inseticidas, o que constitui uma questão de saúde pública.

      Neste contexto, o GDRI-WIN (Worldwide Insecticide resistance Network) nasce como a primeira rede internacional para o monitoramento da resistência aos inseticidas.

      ⇒ Link: win-network.ird

      Objetivos

      A fim de identificar lacunas e prioridades no controlo dos vetores e na gestão da resistência, o GDRI visa desenvolver a pesquisa sobre o assunto, ajudar a OMS nas políticas de saúde, formar os atores da saúde pública sobre a questão da resistência e, por último, promover o encontro de atores da pesquisa, sociedade civil, instituições e setor privado, a fim de colocar a resistência no centro da agenda internacional.

      Graças a um mapeamento global da resistência, a rede foi capaz de identificar as áreas mais afetadas pelo fenômeno, incluindo a América do Sul e o Caribe, mas também a dificuldade de avaliar com precisão o fenômeno devido à diversidade dos métodos utilizados. Outra área de pesquisa é a análise de como funciona a resistência aos mosquitos. A rede procura também avaliar estratégias alternativas à utilização de inseticidas, a fim de contribuir para um melhor controle da população.

      Parcerias principais

      Brasil

      Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

      Cooperação sul-sul

      • Malaria Research & Training Center (MRTC), Mali
      • National Environment Agency (NEA), Singapour
      • National Institute of Malaria Research (NIMR), Inde
      • School of Public Health, Tehran University of Medical Sciences (TUMS), Iran
      • Kasetsart University (KU), Thaïlande

      Internacionais

      • Institut Pasteur de la Guyane (IPG), Guyane, França
      • Centers for Disease Control and Prevention (CDC), USA
      • Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), França
      • Notre Dame University (NDU), USA
      • QIMR Berghofer, Austrália
      • Center for Vector Biology, Rutgers University, USA
      • National Institute of Infectious Diseases (NIID), Japão
      • Swiss Tropical and Public Health Institute (Swiss TPH), Suíça
      • Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) Portugal
      • Foundation for Research and Technology (FORTH) Grécia
      • Liverpool School of Tropical Medicine (LSTM) Reino Unido
      • Oxford University, Reino Unido

      Palavras-chave

      Saúde; Resistência aos inseticidas; Mosquitos; Arboviroses; Doenças negligenciadas

      Unidade francesa de pesquisa e pesquisador referente

      UMR MIVEGEC : Vincent Corbel

    Atelier participatif et restitution par Jorg Bogumillors du séminaire du réseau franco-brésilien pour le développement durable du semi-aride du Nord-Est (ReFBN), 60 scientifiques du Brésil, de Tunisie et de France se sont réunis (2019)

    © IRD - Marion Disdier

    Atelier participatif et restitution par Jorg Bogumillors du séminaire du réseau franco-brésilien pour le développement durable du semi-aride du Nord-Est (ReFBN), 60 scientifiques du Brésil, de Tunisie et de France se sont réunis (2019)

    PSF-Sud

    Os Projetos estruturantes para a formação no Sul (PSF-Sud) visam contribuir para a formação de estudantes, professores-pesquisadora/es, pesquisadore/as, engenheiro/as e técnico/as dos países do Sul, para reforçar as políticas dos locais universitários do Norte e do Sul e as suas ligações mútuas, para enriquecer projetos ou dispositivos de pesquisa em parceria do IRD (JEAI, LMI, GDRI-Sud) através da formação de capacidades.

    • PSF-Sud Recimar

      Coordenação

      Alex Costa da Silva, UFPE
      Sophie Bertrand, IRD - UMR MARBEC

      Contexto e objetivos

      Programa bilateral de formação em ciências marinhas, em associação com o LMI Tapioca, com a UFPE e UFRPE no Brasil, e das unidades de pesquisa na Franças UMR MARBEC, LEMAR, LEGOS, LOCEAN, o objetivo do PSF Recimar é reforçar a formação em ciências marinhas no Nordeste. Diretamente ligado ao LMI Tapioca e beneficiando-se do aopio dos departamentos de oceanografia da UFPE e de pesca e aquacultura da UFRPE, este projeto participa da formação de recursos humanos necessários à criação de um centro regional de excelência em ciências marinhas para o Atlântico tropical no Recife.

      Sob um formato de escolas de verão a bordo do Ciências do Mar 4, um navio  construído pelo governo brasileiro que pode embarcar até 25 estudantes e professores, está destinado à estudantes de mestrado, doutorado, pós-doutorado e pesquisadora/es confirmada/os, do Brasil, de outros países da América Latina, e da África Ocidental. As escolas de verão centram-se na formação à técnicas de observação e modelização (o bio-logging para monitoramento da fauna marinha, como modelizar dados de observação coletados) importantes para as campanhas interdisciplinares no mar.

      Parcerias principais

      • Universidade Federal do Pernambuco (UFPE)
      • Universidade Federal rural do Pernambuco (UFRPE)

      Palavras-chave

      Formação; Ciências marinhas; Parceria científica

      Unidades francesas de pesquisa e pesquisadore/as referentes

    • PSF-Sud Arid

      2019-2021

      Coordenação

      Christian Leduc, IRD-UMR G-EAU
      Eduardo Martins, Funceme

      Contexto e objetivos

      Vinculado ao GDRI-sud ARID, o PSF-sud Arid visa reforçar o estudo da evolução dos recursos hídricos em zonas áridas e semiáridas através da formação de recursos humanos neste campo nos vários lugares de atuação na Africa - Camarões, Mauritânia, Senegal, Tunísia, Argélia - e no Brasil.

      Para tais fins, foi decidida a criação de uma biblioteca de recursos digitais como um espaço virtual para compartilhar conhecimentos com a rede e para a formação de estudantes, engenheiros e técnicos. O objetivo dessa biblioteca é de incluir tanto recursos sobre conhecimentos científicos (noções fundamentais e resultados recentes da pesquisa internacional), quanto tecnológicos (o porquê e como dos métodos e abordagens implementadas, a crítica à informação adquirida), realçando com estudos de caso a complexidade das situações e as diferenças, por vezes significativas, entre as práticas de campo e o conhecimento acadêmico.

      ⇒ Link: Funceme.Arid

      Principaux partenariats

      Brasil

      Universidade Fédérale du Ceara (UFC)

      Cooperação sul-sul

      Internacional

      Centre de coopération internationale en recherche agronomique pour le développement (CIRAD) https://bresil.cirad.fr/le-cirad-au-bresil-et-pays-du-cone-sud 

      Palavras-chave

      Formação ; Zona semiárida ; Parceria científica

      Unidade francesa de pesquisa e pesquisador referente

      UMR G-EAU: Christian Leduc

    Expédition Vàrzea de Janauacà, en Amazonie Brésilienne.

    © IRD

    La Vàrzea de Janauacà est située sur la rive droite du Rio Solimoes, à une cinquantaine de kilomètres en amont de la confluence avec le Rio Negro, où les deux cours d'eau forment l'Amazone. Observatoire HYBAM (Brésil, 2007)

    Observatórios de pesquisa

    Os Observatórios de pesquisa são redes internacionais que procuram observar fenômenos ambientais, climáticos ou sociais e as suas variações em uma determinada área durante um longo período de tempo, a fim de gerar dados que forneçam respostas a questões científicas fundamentais, mas também às necessidades das populações.

    • Observatório PIRATA

      Desde 1997

      Coordenação

      Bernard Bourlès, IRD - US IMAGO
      Fabrice Hernandez, IRD - UMR LEGOS
      Eduardo Martins, Funceme

      Contexto

      O observatório PIRATA (Prediction and Research Moored Array in the Tropical Atlantic) é um programa de observação oceânica operacional e multinacional (França, Brasil, EUA) cujo principal objetivo é compreender melhor as interações entre oceano e atmosfera e as variações observadas no Atlântico tropical, a curto, médio e longo prazo. Esta região oceânica influencia fortemente os hidroclimas, e consequentemente, as economias das regiões limítrofes: África Ocidental, Nordeste Brasileiro, Caribe e Estados Unidos de América.
      Assim, o observatório PIRATA é inicialmente motivado por questões científicas fundamentais, mas também por necessidades sociais para previsões meteorológicas mais precisas e conhecimentos mais aprofundados sobre as variações climáticas, o ambiente marinho e a evolução dos ecossistemas, e os seus impactos potenciais.

      ⇒ Link: Observatoire Pirata

      Objetivo

      O observatório PIRATA mantém uma rede de 18 bóias meteo-oceânicas para o acompanhamento em tempo real do clima do Atlântico tropical em locais selecionados. Este monitoramento fornece elementos adicionais para o diagnóstico e previsão sazonal do clima sob a dupla influência do oceano e da atmosfera. Ao analisar e assimilar os dados adquiridos nos modelos numéricos operacionais utilizados para a previsão climática, é possível antecipar melhor a variabilidade climática nas regiões continentais vizinhas, como o Nordeste brasileiro.

      As campanhas anuais dedicadas à manutenção das bóias, sujeitas a riscos ambientais, técnicos, ou de vandalismo são essenciais para a manutenção da rede e, consequentemente, das séries temporais de observação.

      Parcerias principais

      Brasil

      Serviços do Estado

      • Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)
      • Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC)
      • Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN)
      • Fondação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME)

      Universidade

      Universidade Federal do Pernambuco (UFPE)

      Internacionais

      • Météo-France
      • Instituto nacional das ciências do universo, Centro nacional da pesquisa científica (INSU-CNRS)
      • Instituto francês de pesquisa para a exploração do mar (Ifremer)
      • Laboratório ambiental marinho do Pacifico – Administração nacional oceanica e atmosférica (PMEL- NOAA), USA
      • Laboratório Oceanográfico e Meteorológico do Atlântico (AOML- NOAA), USA

      Palavras-chave

      Oceanografia; Meteorologia; Mudanças climáticas

      Unidades francesas de pesquisa e pesquisadores referentes

    • Observatório HYBAM

      Desde 2003

      Coordenação

      Jean-Michel Martinez, IRD - UMR GET

      Contexto

      Localizada entre os oceanos Atlântico e Pacífico, dois dos principais reguladores do clima global, a bacia amazônica é uma sentinela do impacto das mudanças climáticas a nível global. A bacia amazônica, por sua vez, afeta a biosfera através dos enormes fluxos de água e sedimentos que são levados para o estuário - 20% das aguas continentais que chegam aos oceanos e 200.000 m3 de sedimentos - mas também através dos fluxos de umidade e gases de efeito estufa que chegam à atmosfera. Portanto, essas mudanças da maior bacia hidrográfica do planeta são continuamente monitoradas pelo Serviço de Observação (SO) HYBAM (Hidro-sedimentologia da bacia do Amazonas), até o presente, o único dispositivo existente especializado no monitoramento dos rios da Amazônia.

      ⇒ Link: Observatoire Hybam

      Objetivo

      Através do monitoramento constante, o SO HYBAM procura determinar se as mudanças observadas têm uma origem regional – tais como mudanças maciças no uso da terra, desmatamento, construção de barragens, petróleo e mineração, etc. – ou se são o resultado de dinâmicas globais do clima e das mudanças globais. O SO HYBAM pode ser utilizado para avaliar o impacto das alterações climáticas sobre o ambiente.

      O SO-HYBAM é coordenado pelo IRD em parceria com várias universidades e agências de água de países da região Amazônica (Brasil, Peru, Bolívia, Equador, Venezuela, Colômbia). Na prática, fornece informações sobre o ciclo da água na Amazônia, as quais são complementadas pelo monitoramento ambiental realizado pelas agências nacionais. Os dados gerados pelo SO HYBAM são disponibilizados livremente à comunidade internacional através de sua plataforma web, numa abordagem ciência aberta (Open science).

      Parcerias principais

      Brasil

      Serviços de Estado

      • Instituto Geologico Nacional (CPRM)
      • Agencia Nacional da Água (ANA)

      Universidade

      • Universidade de Brasília (UnB)
      • Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
      • Universidade Federal Fluminense (UFF)

      Internacional

      Universidade Paul Sabatier

      Palavras-chave

      Bacia Amazónica; Mudanças climáticas; Sensoriamento remoto; Hidrologia

      Unidade francesa de pesquisa e pesquisadore/as referentes

      UMR GET : Jean-Michel Martinez ; Christelle Lagane

    Rencontre de scientifiques, universitaires, membres d'ONG, réseau ReFBN à Quilombo Sítio Veiga (Choró) - Nordeste brésilien.

    © IRD - Marion Disdier

    Rencontre de scientifiques, universitaires, membres d'ONG, réseau ReFBN à Quilombo Sítio Veiga (Choró) - Nordeste brésilien.

    Rede Franco-Brasileira do Nordeste

    Desde 2017

    Coordenação

    Coordenador brasileiro: Eduardo Martins, Funceme
    Coordenador francês: Julien Burte, CIRAD
    Referente IRD: Sylvain Souchaud, IRD - UMR URMIS

    Contexto

    A região Nordeste conta 54 milhões de habitantes, ou seja, 28% da população brasileira, o que a torna a região semiárida mais populosa do mundo, e também uma das mais vulneráveis: 58% da população vive abaixo do limiar da pobreza e os níveis de desenvolvimento estão entre os mais baixos do país (em média, um IDH de 0,660 em comparação com 0,753 para os estados do sudeste).
    Atualmente, a desertificação, resultado da ação humana e das mudanças em curso, já afeta uma grande parte do território. A situação sócio-econômica rege as estratégias das populações rurais, contribuindo para uma gestão insustentável dos recursos naturais o que, por sua vez, aumenta a vulnerabilidade dos habitantes. Além disso, as mudanças climáticas são responsáveis por uma irregularidade crescente das chuvas, eventos extremos (grandes secas, enchentes) estão se tornando cada vez mais frequentes, com consequências para os ecossistemas e as atividades humanas. Frente às ameaças, atores de proveniências diversas juntaram-se para formar a Rede Franco-Brasileira do Nordeste (ReFBN).

    As organizações participantes vem da pesquisa brasileira e internacional, de instituições públicas e autoridades do Brasil, da rede diplomática francesa, são também atores da cooperação para o desenvolvimento e atores da sociedade civil.

    Objetivos

    A ReFBN reúne atores envolvidos no combate à desertificação no semiárido Nordeste, a fim de desenvolver sinergias entre as atividades internacionais de pesquisa e o financiamento para um desenvolvimento sustentável e organizado na região.

    Nesta rede, o IRD participa de dispositivos de pesquisa, como resultado da sua longa presença nesta região e da cooperação ativa com institutos brasileiros:

    • Participação no INCT Ondacbc para melhor entender o funcionamento do bioma Caatinga, ver acima
    • Participação no observatório PIRATA para o monitoramento do clima no Atlântico tropical   ver acima
    • Criação do GDRI-sud ARID  e do PSF-sud ARID que estudam a gestão dos recursos hídricos em zonas áridas e semiáridas.

    Palavras-chave

    Ciência aberta; Cooperação científica; Zona Semiárida; Ciência para o desenvolvimento sustentável (SciDur); Desenvolvimento sustentável

    Parcerias principais

    Parceria científica

    • Universidade Federal do Ceara (UFC)
    • Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF)
    • Instituto Nacional do Semiárido (INSA-Campina Grande)
    • Centro de cooperação internacional em pesquisa agrícola para o desenvolvimento (CIRAD)

    Serviços estatais e de apoio à pesquisa

    • Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME)
    • Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (CETENE)
    • Fundação de Amparo à pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA)
    • Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP)
    • Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB)
    • Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (FAPESQ)
    • Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI)
    • Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (FAPEAL)
    • Fundação de Apoio à Pesquisa e a Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (FAPITEC)
    • Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
    • Ministerio da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTIC)

    Outros Atores

     Echantillons de sédiments extraits du forage du cratère Colônia. Il s'agit de collecter des données inédites sur le climat des zones tropicales sur 1 million d'années afin de mieux définir les changements climatiques dans ces régions (2017)

    © Moises Saman - BNP Parisbas - Magnum photos - IRD

    Echantillons de sédiments extraits du forage du cratère Colônia. Il s'agit de collecter des données inédites sur le climat des zones tropicales sur 1 million d'années afin de mieux définir les changements climatiques dans ces régions (2017)

    Lista das unidades de pesquisa francesas

    Paysage de caatinga, nord-est du Brésil.

    © IRD - Marion Disdier

    La caatinga est un type particulier de végétation et un écosystème ayant ce type de végétation, situé dans le Nordeste du Brésil (2019).

    Os convênios

    • Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE)
      • Accord de Coopération Scientifique et Technique
      • Validité : 23/08/2011 – 23/08/2021
    • Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
      • Accord de Coopération
      • Validité : 20/06/2012, tacite reconduction
    • Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA)
      • Mémorandum d’Entente
      • Validité : 03/04/2018 – 02/04/2023
    • Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME)
      • Accord-cadre de Coopération Scientifique et Technique
      • Validité : 07/11/2017 - 06/11/2021
    • Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
      • Accord de Coopération
      • Validité : 17/08/2010 – 17/08/2020
    • Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG)
      • Protocole d’Intentions
      • Validité : 13/06/2016 – 13/06/2021
    • Serviço Geológico do Brasil (CPRM)
      • Accord interinstitutionnel
      • Validité : 5/11/2019 – 5/11/2024
    • Serviço Geológico do Brasil (CPRM)
      • Accord pour le développement du projet "Étude de la dynamique fluviale des grands bassins hydrographiques par télédetéction spatiale"
      • Validité : 5/11/2019 – 5/11/2024
    • Universidade de Brasília (UnB)
      • Mémorandum d’Entente Académique, Scientifique et Culturelle
      • Validité : 20/11/2017 - 19/11/2022
    • Universidade Estadual do Amazonas (UEA)
      • Accord de Coopération Scientifique et Technique
      • Validité : 11/02/2019 – 11/02/2023 
    • Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)
      • Accord de Coopération
      • Validité : 04/05/2013, tacite reconduction
    • Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
      • Accord de Coopération Scientifique et Technologique
      • Validité : 01/12/2015 – 01/12/2020
    • Universidade Federal do Ceará (UFC)
      • Accord-cadre de Coopération Scientifique et Technique
      • Validité : 12/07/2018 - 11/07/2022
    • Universidade Federal do Pernambuco (UFPE)
      • Accord de Coopération Académique Scientifique International
      • Validité : 15/07/2014 – 15/07/2019
    • Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)
      • Protocole d’Intentions
      • Validité : 13/06/2016 – 13/06/2020
    • Universidade Federal Rural do Pernambuco (UFRPE)
      • Protocole d’Intentions
      • Validité : 01/11/2019 - 01/11/2024
    • Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR)
      • Accord Général de Coopération Académique et Scientifique
      • Validité : 13/05/2016 – 13/05/2021
    • Universidade de São Paulo (USP)
      • Memorandum of Understanding
      • Validité : 20/11/2017 - 19/11/2022
    • Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA)
      • Accord général de coopération technique et scientifique
      • Validité : 17/10/2019 - 17/10/2024