O que é a estratégia One health e como está implementada no Brasil? Este é o tema da primeira edição do Café com ciência do IRD no Brasil: "One Health, olhares cruzados da geografia e ciência de dados", com dois pesquisadores, coordenadores do LMI Sentinela: Emmanuel Roux e Christovam Barcellos. Vemo-nos na quinta-feira 17 de Junho às 17h para o Facebook LIVE na página @O IRD do Brasil !

Café com ciência com LMI Sentinela "One health, miradas cruzada" (17/06/2021)

© IRD - Héloïse Benoit

Se digo "One Health", toca alguma campainha? Talvez sim, já que, com a atual pandemia de Sars-Cov 2, o conceito tem sido amplamente divulgado. Em resumo, a abordagem One Health, ou "Uma saúde" em português, afirma que a saúde humana, a saúde animal e a saúde dos ecossistemas estão estreitamente ligadas e devem ser abordadas conjuntamente. Esta abordagem, agora adotada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), seria uma das principais chaves para evitar o surgimento de novas pandemias.

Mas como pode esta abordagem ser aplicada na prática? Algumas disciplinas estão mais pertinentes do que outras? A nível territorial, como é que a estratégia de Uma Saúde se manifesta? Estas são algumas das questões que tentaremos responder com os pesquisadores Emmanuel Roux (IRD, UMR ESPACE-DEV) e Christovam Barcellos (ICICT-FIOCRUZ), ambos membros do LMI Sentinela (Fiocruz, UnB, IRD), os nossos invitados para esta primeira edição dos Cafés com ciência do IRD no Brasil.

Primeiro, os oradores apresentaram a estratégia One Health, enfatizando a importância dos conceitos e métodos da geografia e da ciência dos dados para a sua implementação concreta, especialmente no Brasil. Passamos então a uma fase de discussão desta apresentação com a moderadora, antes de continuarmos com um momento de diálogo com o público através do chat do Facebook Live.

(Re)ver: cutt.ly/2n2YRCo
Língua ? Português

Emmanuel Roux, chercheur à l'IRD, UMR ESPACE-DEV

© Emmanuel Roux

Oradores

Emmanuel Roux é pesquisador em ciência de dados na IRD, na unidade ESPACE-DEV desde 2007 (equipa MICADO). Obteve o seu doutoramento em automação industrial e humana e informática em 2002, na Universidade de Valenciennes, França. Mais especificamente, a sua pesquisa centra-se na modelação espacial de dados entomológicos e/ou epidemiológicos, a caracterização objetiva do ambiente e da paisagem a partir de dados de satélite, a modelação orientada para dados ou conhecimento de relações entre ambiente e saúde, o processamento de imagens e a saúde. Como coordenador do LMI Sentinela para o IRD, contribui para o desenvolvimento de colaborações com parceiros franceses e brasileiros sobre as relações entre os parâmetros ambientais e as questões de saúde, particularmente os relacionados com as doenças tropicais transmitidas por vetores.

Christovam Barcellos, pesquisador no ICICT-Fiocruz e coordenador do LMI Sentinela

© Christovam Barcellos, ICICT-Fiocruz

Christovam Barcellos é licenciado em Geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mestre em Ciências Biológicas pela UFRJ e Doutor em Geociências pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atualmente é pesquisador no Laboratório de Informação Sanitária do Instituto de Comunicação Científica e Tecnológica e Informação em Saúde (Lis/Icict) e coordenador do LMI Sentinela para a Fiocruz. Trabalhou como agente de saúde para as Secretarias Estaduais de Saúde do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. Trabalha na investigação e ensino de geografia da saúde, com ênfase na vigilância da saúde, principalmente nos seguintes tópicos: geoprocessamento, análise espacial, indicadores de saúde e sistemas de informação geográfica.

Animadora

Héloïse Benoit tem um mestrado em Geografia de Desenvolvimento da Universidade de Paris-Diderot (França). É atualmente responsável pela comunicação e missão científica da IRD no Brasil. O seu objetivo é ´fazer conhecer a cooperação científica entre a França e o Brasil e encorajar o diálogo entre a ciência e a sociedade.

Moderadora

Contamos com o apoio de Helen Gurgel, professora associada do departamento de geografia da Universidade de Brasília (UnB), coordenadora do Laboratório de Geografia Ambiente e Saúde (LAGAS-UnB) e coordenadora do LMI-Sentinela para a UnB, para moderar o chat.