Covidam é uma iniciativa do Instituto das Américas e da UMI iGLOBES (CNRS) que, através de artigos de pesquisadores, lança luz sobre a crise sanitária e social causada pelo Covid-19 nas Américas e particularmente no Brasil. O artigo de Isabelle Hillenkamp (IRD-CESSMA), Natália Lobo (SOF) e Liliam Telles (UFV, CTA-ZM), do 3 de maio de 2021, relata como os movimentos feministas e agroecológicos do sul do país estão vivendo e atuando neste momento tão particular.

© Beatriz Schwenck

Nos últimos meses, a série Covidam: Covid nas Américas tem estimulado uma profunda reflexão sobre o que significa a atual pandemia para o continente americano. De fato, lá como em outros lugares, embora provavelmente mais visível neste grande continente, revelaram-se os pontos fortes e fracos das políticas públicas e do tecido social.

A nível mundial, o Brasil é o segundo país mais afetado pela pandemia da covida-19. Os recentes destaques da imprensa internacional sobre deram um vislumbre da gestão política da crise e das consequências em termos de saúde pública e aumento das desigualdades. As respostas da sociedade civil, por outro lado, têm sido menos visíveis. No artigo "Vulnerabilidade e resistência das agricultoras agroecológicas brasileiras à pandemia da Covid-19" (online, 3 de maio de 2021) Isabelle Hillenkamp, Natália Lobo e Liliam Telles abordam esse tema. Descrevem como a crise é vivida pelas mulheres dos movimentos feministas e agroecológicos do sul do país. Elas demonstram o seu papel essencial durante este longo período - e até hoje porque a pandemia não terminou - para suas famílias e comunidades, especialmente o aumento da carga de trabalho e da carga mental que elas enfrentam. Mas também analisam como esta situação sem precedentes permite uma redefinição dos papéis de gênero.

⇒ Leia o artigo online (em francês)

As autoras

Isabelle Hillenkamp, sócio-economista, pesquisadora no IRD-CESSMA. Através de parcerias na academia e na sociedade civil do Brasil e da Bolívia, ela produz conhecimentos sobre economia solidária e agroecologia a partir de uma perspectiva de gênero, visando fortalecer as iniciativas locais e construir uma teoria crítica global.

Natália Lobo, agroecóloga, membro da equipe técnica da ONG brasileira Sempreviva Organização Feminista (SOF). Ela acompanha uma rede de mulheres agricultoras agroecológicas no Vale do Ribeira, no sudeste do Brasil. Desenvolve pesquisas no campo da agroecologia, da economia feminista e da economia verde.

Liliam Telles, engenheira florestal, mestre em extensão rural pela Universidade Federal de Viçosa, colaborador da ONG brasileira Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM). Ela desenvolve pesquisas na área de agroecologia, economia feminista e estudos de gênero, e faz parte da coordenação do Grupo de Trabalho de Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia do Brasil.

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